***RUI BARBOSA***

***RUI BARBOSA***
"De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto." (Senado Federal, RJ. Obras Completas, Rui Barbosa. v. 41, t. 3, 1914, p. 86)
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segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Futuro Comandante do Exército cuidará da ocupação do Alemão até UPP ser implantada



Por Jorge Serrão


O militar cotado para futuro Comandante do Exército na gestão Dilma Rousseff, General de Quatro Estrelas Antônio Gabriel Ésper, passará por uma difícil prova de fogo nos próximos meses. Como atual Comandante de Operações Terrestres do EB, Esper será o principal gestor pelo sucesso da arriscada ocupação, para policiamento ostensivo, que o Exército fará nas favelas do Complexo do Alemão, até que a Polícia Militar do Rio de Janeiro tenha condições de instalar, por lá, uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP).

O governador Sérgio Cabral pediu ontem ao Ministro da Defesa, Nelson Jobim, que ocupe o Complexo do Alemão com suas forças de segurança. Cabral negociou seu pedido com o ministro Nelson Jobim e com três militares: o comandante do Exército, General Enzo Martins Peri, o chefe do Estado Maior do Ministério da Defesa, General José Carlos de Nardi, e o Comandante Militar do Leste, General Adriano Pereira Junior. Apesar da grande experiência em combate no Haiti, que parece muito com tudo que passamos por aqui, o risco de desgaste para o EB é grande, se o Estado demorar demais a colocar no Alemão um mínimo de 2.200 policiais necessários para botar a UPP para funcionar.

A previsão é que a ocupação do Alemão conte com a participação de três mil PMs. Cabos e soldados têm a promessa de receber um aumento salarial bancado pelo governo federal para que nenhum policial que participe da futura ocupação receba menos de R$ 1.400 no mês. Cerca de sete mil policiais, bombeiros e agentes penitenciários estão em fase de preparação para atuar nas UPPs a serem implantadas.

Não vai ser fácil
Até agora, as Forças Armadas, amadas ou não pelos ideólogos do atual governo e do próximo, cumprem muito bem a difícil missão de ajudar a enxugar o gelo na guerra assimétrica promovida o narcotráfico e seus terroristas, no Rio de Janeiro.

Mas os bandidos ainda têm muita bala na agulha para reagir, já que na fuga da Vila Cruzeiro para o Alemão, os levaram com eles uns R$ 2 milhões, em dólares e reais.

O dinheiro foi carregado em sacos dentro de uma caminhonete usada para transportar os bandidos da parte baixa da Vila Cruzeiro até o alto, numa região de mata.

Imagens dos bandidos fugindo no veículo foram registradas por um cinegrafista da TV Globo de dentro de um helicóptero da emissora na última quarta-feira, quando policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) - com ajuda de blindados da Marinha - tomaram a favela.

Conto do PACo
O chefão Lula da Silva espera que a confusão no Alemão acabe depressa, para que ele possa inaugurar as obras feitas por lá (filme acima).

A menina dos olhos é o teleférico, um sistema de transporte que vai ligar vários pontos do conjunto à estação de trem de Bonsucesso.

Curioso é indagar como o governo conseguiu tocar uma obra tão grande, em um lugar que era totalmente dominado pelo narcotráfico – conforme admitem todas as autoridades, do governador do Estado ao Cabo da faxina.

É um sinal de que havia um pacto entre autoridades e os traficantes, que acabou quebrado e que gerou a confusão que redundou na operação militar do Alemão e adjacências.

Investimento pesado
As favelas do Complexo do Alemão ganharam o maior investimento do Programa de Aceleração e Crescimento (PAC), do governo federal.

Foram destinados R$ 495 milhões para melhorar a vida de cerca de 97 mil pessoas, segundo o IBGE, que moram na região.

A região onde fica o conjunto de favelas já foi uma importante área industrial, mas ao longo dos anos foi perdendo espaço para a violência.

Desgaste esquecido
O General Antônio Gabriel Ésper deve mesmo assumir o Comando do Exército na gestão Dilma Rousseff, pois já foi esquecido o problema que ele teve com a petralhada quando foi chefe do Cecomcex (Centro de Comunicação Social do Exército), na primeira gestão Lula.

Esper foi responsabilizado de ter soltado, em 17 de outubro de 2004, em pleno governo do PT, uma nota oficial defendendo o regime de 1964.

Na época, Lula exigiu e obteve uma nota de retratação pública do então comandante do EB, General Francisco de Albuquerque – que depois foi para a reserva e foi “promovido” para o Conselho de Administração da Pertrobrás – que foi presidido pela futura Presidenta da República, Dilma Rousseff.

Vida que segue...

Fiquem com Deus.


O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva.


A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.


© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 29 de Novembro de 2010.

Narcotráfico forever e a cilada para as Forças Armadas




Por Jorge Serrão

O narcotráfico no Rio de Janeiro não vai acabar. Nem sofrer um baque estrutural, apesar da “guerra” a ele declarada pela administração Serginho Cabral. É sério o risco de desmoralização da parceria do governo fluminense com as Forças Armadas e a Polícia Federal. A presente batalha campal no Complexo do Alemão é apenas mais uma encenação midiático-policial-militar, no pretenso combate do Poder do Estado ao Poder Paralelo das facções criminosas. Na verdade, nada acontecerá contra o Crime Organizado, porque ele só existe na interação entre a máquina estatal e os criminosos – incluindo os políticos que se beneficiam dos esquemas criminosos.

Não importa o resultado da “Batalha do Alemão”. Seus efeitos serão idênticos ao da famosa Batalha de Itararé – aquela que não ocorreu, na década de 30 do século passado. O gerenciamento do narcotráfico apenas vai mudar de mãos. Pouco munda, em essência, na previsível rotatividade da ilegal atividade comercial de venda de drogas e aluguel de armas pesadas. Os traficantes A, da facção X, serão trocados pelos traficantes B, da facção Y. Todos, claro, parceiros do crime estatalmente organizado. Enfim, o que as “Forças de Segurança” fazem agora, no Rio de Janeiro, tem o efeito prático de um profundo enxugamento de gelo.

O narcotráfico não vai ser extinto no Rio e alhures. Por vários motivos simples. Indagar não ofende. Por acaso, a cadeia de consumo das drogas sofreu ou vai sofrer alguma alteração significativa? A demanda pelas drogas diminuiu, para que o tráfico seja extinto pela simplória via do combate armado? A prisão de dezenas de operários do narcotráfico é realmente significativa para acabar com a atividade criminosa? Os verdadeiros sustentáculos da máquina do tráfico realmente foram (ou serão) presos ou tirados definitivamente de circulação? As parcerias internacionais dos vendedores de drogas no Brasil (com grupos guerrilheiros ideologicamente identificados com o Foro de São Paulo) serão combatidas pelo poder vigente?

O narcotráfico é uma atividade econômica altamente lucrativa. Os economistas Sergio Guimarães Ferreira e Luciana Velloso, da subsecretaria estadual de Fazenda, elaboraram, em abril de 2009, o estudo: “A Economia do Tráfico na Cidade do Rio de Janeiro: uma tentativa de calcular o valor do negócio”. Os números da estimativa de consumo anual apavoram: Maconha (90 toneladas). Cocaína (8,8 toneladas). Crack (4,3 toneladas). A Quantidade de delinquentes envolvidos no tráfico é de 16.387 pessoas (estimativa da Polícia Civil).


Faturamento anual do Tráfico (ajustando a subestimativa das pesquisas diretas): Maconha (108,1 milhões de reais). Cocaína (423,2 milhões de reais). Crack (102,1 milhões de reais). Total: 633,4 milhões de reais. Custo Anual Estimado: Pessoal (158,7 milhões de reais). Custo de compra das drogas (193,9 milhões de reais). Armas (24,8 milhões de reais). Perdas por apreensões (19,4 milhões de reais). Total: 396,8 milhões de reais. Lucro operacional: (236,6 milhões de reais). Estudo completo pode ser visto e baixado em: http://www.fazenda.rj.gov.br/portal/ShowBinary/BEA%20Repository/site_fazenda/transpFiscal/estudoseconomicos/pdf/NT_2008_35.pdf

Tudo nessa guerra exibida midiaticamente é um jogo de ilusão. Ontem, o chefão Luiz Inácio Lula da Silva deixou isto claro - em Georgetown, onde participou de uma cúpula de emergência da União de Nações Sul-Americanas (Unasul). Avisou que as Forças Armadas mobilizadas nas operações contra a violência no Rio de Janeiro não fariam prisões. Com isto, Lula quis apenas ressaltar que as tropas de elite das Forças Armadas se tornaram meras coadjuvantes, sob comando do Governo e da Polícia Militar do Rio de Janeiro. Ou seja, na bagunda institucional promovida por Lula e seu ministro da Defesa, Nelson Jobim, o Exército e a Marinha viraram “forças auxiliares”.

As Forças Armadas caíram em uma cilada institucional. A atuação deles nesta operação de Garantia da Lei da Ordem não tem amparo legal. Os políticos não regulamentaram a ação constitucional do Exército, Marinha e da FAB nestas situações de emergência. Se a “batalha” do Alemão demorar demais, a chance de desgaste de imagem para as Forças Armadas é imensa. Se os militares forem obrigados a entram em combate, a vero, gerando “vítimas” no “meio civil” (aliado ou não do narcotráfico), acabarão atacados virulentamente pelos pretensos defensores dos “direitos humanos”, sempre háveis em relacionar as Forças Armadas com ações autoritárias.

Enquanto o pau canta na Cidade Maravilhosa – sendo visto no mundo inteiro -, a Presidenta eleita Dilma Rousseff toma uma decisão previsível. Decide dar continuidade à política internacional do governo Lula – alinhada ideologicamente com o radicalismo socialista na América Latina. Dilma manterá no cargo de Aspone Internacional o ilustre top-top Marco Aurélio Garcia – um dos principais dirigentes do Foro de São Paulo. Garcia fará o meio campo de Dilma com o PT e seus aliados externos. Por isto, tudo vai continuar como dantes, nas bocas de fumo do Abrantes.

Repetir conceitos corretos é preciso. Crime Organizado é a associação entre criminosos e servidores públicos. Sem a proteção do Estado o crime não se organiza. Cada vez mais organizado, o crime joga contra a Ordem Pública, que é o patrimônio jurídico mais importante para a sociedade, pois garante a vida e a liberdade dos cidadãos. Ou seja, agora, no Rio de Janeiro, o crime organizado não é combatido.

O crime organizado corrompe e destrói as instituições – que são a concretização da vontade da Nação (cristalizadora da vontade de um povo). A ação criminosa inviabiliza a Democracia, que é a segurança do direito natural. No Brasil, o sistema delitivo obedece, ideológica e politicamente, a esquemas externos que nos mantêm permanentemente colonizados, sem soberania efetiva. O crime não é um fim. É um meio.

O crime organizado emprega duas sofisticadas modalidades de violência radical. Tudo para minar as instituições e constranger o senso comum a não identificar o verdadeiro inimigo. A intenção é usar o medo como fator de contenção social. Isto dificulta ou impede uma reação efetiva da sociedade. E quem não reage rasteja. Perde qualquer guerra antecipadamente.

A organização criminosa promove a Guerra de 5ª geração. Também chamada de guerra assimétrica, é toda tentativa de origem externa, por quaisquer meios, que objetive minar o cenário político – econômico – tecnológico – psicossocial – ambiental – militar de um País, através de agentes internos ou externos. No teatro de operações carioca, o que se combate agora é o “operariado” do narcovarejo, cujos gerentes custam caro ao contribuinte nos Hotéis de Segurança Máxima. E os verdadeiros chefões dos gerentes, alguém vai combater? Jura que vai?

Ou seja, por todos estes conceitos objetivos, a “batalha” do Alemão vai dar em nada. No Brasil, como bem afirma o provérbio francês, tudo parece que muda para ficar sempre a mesma coisa. O próximo governo apenas dará continuidade a tudo que está aí. Certamente, com pequenas alterações na escalação do time do Crime Organizado. Tomara que os segmentos esclarecidos não caiam em mais uma armadilha do ilusionismo ideológico que comanda a verdadeira Organização Criminosa.

Por enquanto, a sociedade do espetáculo se aliena com uma pretensa guerra que se torna "real" com a colaboração da mídia amestrada tupiniquim. Aonde vamos parar? Nem o herói-fictício Coronel Nascimento saberá responder...

Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.

sábado, 27 de novembro de 2010

EM ABRIL DE 2008 O BOPE ENTROU NA VILA CRUZEIRO E ATÉ HASTEOU BANDEIRA!

Vila Cruzeiro - Rio de Janeiro - 21 de Abril de 2008


A Secretaria de Segurança do Estado do Rio só mostra insegurança ao tentar, com uma ação acompanhada pela TV na Vila Cruzeiro, mostrar que conseguiu entrar lá. Não é nem novidade. Em 21 de abril de 2008 toda a imprensa divulgou que o Bope entrou na Vila Cruzeiro, foi lá em cima, hasteou bandeira e disse que a Vila Cruzeiro agora era controlada pela polícia. Dois anos e meio depois, faz a mesma operação com cobertura de TV e tudo. Mostra apenas que precisa de fatos com forte exposição para mostrar que a situação está sob controle. Os bandidos -antes e agora- fugiram. Aliás, como fazem as guerrilhas quando o exército se aproxima. Nenhuma novidade.


Veja matéria de 21/04/2008:
http://g1.globo.com/Noticias/Rio/0,,MUL420191-5606,00-BOPE+PENDURA+BANDEIRA+NA+VILA+CRUZEIRO.html

O atestado de óbito de uma política de segurança baseada na criminalização das comunidades pobres

Agora, a sorte dos fluminenses depende da intervenção das forças federais



Quase 30 ônibus foram incendiados nos últimos dias nessa onda de ataques em várias cidades do Estado do Rio

"Isso é uma guerra. É uma guerra e guerra tem de ser enfrentada como guerra. Direitos humanos devem ser respeitados sempre, é nossa filosofia, Mas isso é uma guerra". Sérgio Cabral, 11 de novembro de 2007.



Como no filme TROPA DE ELITE 2 (obra prima do cinema nacional que você não pode deixar de ver) essa interminável sequência de desafiadores ataques criminosos, responsáveis por um clima de pavor generalizado no Estado do Rio de Janeiro, é, antes de mais nada, o atestado de óbito da política de segurança do governador Sérgio Cabral, que engabelou muitos cidadãos ingênuos com a idéia de que assegurava proteção aos burgos com a ocupação policial de algumas favelas, enquanto bancava a tática dos confrontos e o patrocínio da maior matança de jovens das comunidades pobres.
Essa política parte do princípio de que a um cidadão apavorado serve-se o cardápio da SENSAÇÃO de segurança como calmante para seus nervos à flor da pele. A violência urbana pode continuar em alta, mas a notificação da presença policial em algumas comunidades pobres e criminalizadas, numa declarada disputa de territórios, sugere o bloqueio de redutos e a imobilização do "poder paralelo", com a consequente redução da criminalidade.
A essa cortina de fumaça adiciona-se o espetáculo da matança em pencas, como aconteceu no Complexo do Alemão, em 2007 (convém ler o Relatório do Comissário da ONU, Philip Alston, sobre Execuções Extrajudiciais, Sumárias ou Arbitrárias no Rio de Janeiro) e a sucessão de massacres na favela da Coréia, em Senador Camará.

Marginais mostram sua força
Fosse real e consistente o método usado para dourar essa míope e desastrada "política de segurança", isso que está acontecendo agora, no portal do período natalino, não poderia ter chegado ao ponto que chegou. O governo estadual, com todo o apoio do federal, teria "cortado as linhas inimigas", reduzindo o seu poder de fogo e instalando feixes de proteção sobre os bairros do asfalto.
No entanto, temos neste momento uma população acuada, atacada por todos os flancos e exigindo que se faça qualquer coisa, que se mate qualquer suspeito, enquanto um sistema policial desmoralizado e em pandarecos pede ajuda pelo amor de Deus às Forças Armadas, que, pela primeira vez, fugindo à sua finalidade constitucional, põem seus tanques em favelas planas e oferece o escopo de uma guerra efetiva contra focos da delinquência selecionados no palpite, que permaneceriam intocados se as cidades da região metropolitana não tivessem sido atacadas em insólitas ações incendiárias.
É claro que estamos num momento de grande comoção, com a virtual paralisação das atividades nas urbes afetadas e a disseminação de um sentimento de impotência e revolta entre os cidadãos. O que todos querem de cara, enfatizo, é ver o fim imediato dessa beligerância e a punição sumária dos responsáveis por esse estado de choque que afeta a quase todo mundo.
E é provável que as forças da repressão ofereçam as cabeças cortadas de centenas de suspeitos, em atos compensatórios que serão aplaudidos freneticamente.

Por que negaram educação de verdade aos pobres
Mas nada disso representará o restabelecimento do mínimo de segurança da população. Se o ódio de classe e a hegemonia das elites racistas e excludentes não tivessem triunfado sobre a estratégia de Leonel Brizola e Darcy Ribeiro, se desde aquele 1983 os governos tivessem investido em massa nos CIEPs, as escolas de tempo integral, oferecendo carinho e conhecimento aos meninos pobres, se as áreas marginalizadas das cidades não fossem vistas apenas como "santuários do crime" e currais eleitorais de políticos canalhas, certamente não teríamos chegado a esse ambiente de guerra de desdobramentos imprevisíveis.
Ao contrário, a visão lúcida de Brizola foi usada contra ele com a chancela de uma mídia entre empresarial e superficial, mídia que exibe diariamente pela televisão centenas de mortes em filmes que glamorizam o crime.
Prevaleceu a política da matança "exemplar", com incursões programadas nas áreas onde moram milhares de trabalhadores que não podem pagar o alto custo da habitação num país em que os bancos controlam o sistema imobiliário e remetem quem ganha pouco para os barracões dos morros e da beira-rio.
Sérgio Cabral transformou a suposta defesa dos cidadãos pacatos numa guerra declarada de disputa de territórios. Num mata-mata que vitimou também muitos policiais e confinou a responsabilidade da segurança nos limites bélicos, envernizados pelas tinturas do ódio de classe: vencerá quem tiver mais bala na agulha, quem dominar mais territórios nos morros e nas zonas proletárias.

A farsa da ocupação de algumas favelas
Cabral investiu nas vitrines pontuais e tentou fazer acreditar que estava semeando proteção aos cidadãos com as suas UPPs. A bem verdade, seu abre-alas é uma farsa picaresca. Refiro-me, sim, ao espetáculo das festejadas unidades de polícia pacificadora.
Pelo noticiário de uma mídia que morre de medo do morro, esses grupos policiais teriam livrado doze comunidades do domínio do tráfico. O que aconteceu, de fato, foi uma espécie de acordo virtual: a "rapaziada" trocou a exibição de seu armamento pelo "sapatinho" e continuou vendendo seus tóxicos. Nenhum "chefão" dessas áreas ocupadas foi preso. Aliás, quase ninguém saiu de circulação - apenas caiu na clandestinidade consentida.
Mas a meninada sem atenção familiar adequada, em número cada vez maior, continuou tendo onde pegar sua droga. Até o "delivery" e as vendas pela internet foram implantados com sucesso. Em suma, se o objetivo fosse fechar o mercado, tal não aconteceu.
Veja um exemplo: na terça-feira passada, policiais da delegacia da Taquara prenderam 11 integrantes de uma quadrilha de 21 traficantes, que enviavam drogas da Cidade de Deus (segunda comunidade "pacificada") para o complexo do Alemão. Todos os presos moravam e operavam no antigo conjunto favelizado de Jacarepaguá.
Mesmo que tivesse cessado o comércio de drogas nas áreas ocupadas pela polícia, isso não produziu nenhum efeito real sobre a cidade: os criminosos continuaram praticando seus assaltos, matando e levando pânico, principalmente nas grandes vias de acesso e na adoção de práticas novas, como o sequestro do cidadão para suas próprias casas, onde fazem a limpa e saem levando um refém até escaparem em direção aos seus redutos: no caso de Jacarepaguá, onde esse tipo de assalto prolifera, os bandidos fazem questão de informar que são da Cidade de Deus.

A matança dos jovens das favelas não reduziu a criminalidade
Para reforçar mais essa SENSAÇÃO de segurança, o governador Sérgio Cabral deu continuidade com maior ênfase à matança de jovens dessas áreas, sempre com o registro de "auto de resistência".
Com isso, o Rio de Janeiro galgou um patamar olímpico: a polícia fluminense mata por ano mais pessoas em "confrontos" do que todas as 21 mil corporações dos Estados Unidos, segundo revelação do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania.
No governo de Sérgio Cabral, a polícia radicalizou: já entra nas favelas atirando no primeiro suspeito. Isso representou um aumento de 30% de jovens e adolescentes mortos nas comunidades pobres em relação a 2006.
Se compararmos com oito anos atrás, a diferença é brutal: os dados oficiais do Instituto de Segurança Pública registraram 1.186 mortos em "autos de resistência" de janeiro a dezembro de 2007. Em 1999, as mortes nessa rubrica foram de 299 jovens e adolescentes.
Sob Cabral, patrocinador da "política de enfrentamento", foi atingida a marca de 147 mortes praticadas por policiais em um mês, quase cinco por dia. Isso ocorreu seguidamente em abril e maio de 2008. Foi o ápice dos autos. Segundo pesquisa do IPEA, encomendada pela Assembléia Legislativa, em 2008 a polícia do Rio prendeu 23 pessoas para cada morte em autos de resistência. Em São Paulo, foram 348 prisões para cada morte. Nos Estados Unidos, essa média é de 37 mil prisões para cada caso de resistência seguida de morte.
Essa política de extermínio não reduziu a criminalidade. Para cada suspeito morto, há três na fila desse emnprego macabro.

Sem essa de perda de território
Não é apenas essa sequência de assassinatos perpetrado pelos agentes da Lei que levou a essa reação dos bandidos. Nem também "a perda de territórios", como alega Cabral. De fato, neste caso, as grandes favelas permanecem fora da planilha: Rocinha, Complexo do Alemão, Jacarezinho, Manguinhos, Complexo da Penha, Vila Vintém, Rebu, entre outros não estão nos planos de ocupação, pelo menos por agora.
Nessas áreas, a polícia prefere as incursões ocasionais de extermínio. O populoso Complexo da Maré, ao longo da Avenida Brasil, ganhou até um Batalhão, que fica de frente para a Linha Vermelha: e, no entanto, nada mudou, ou mudou para pior: há uma semana, policiais da Ilha do Governador trocaram tiros com quatro PMs da Maré, que estavam num carro roubado. E a Linha Vermelha conrinua sendo uma das mais vulneráveis vias de risco.
Tudo isso tem a ver com uma espécie de "radicalização de hábitos" dos criminosos e também com a revolta diante da transferência de seus parceiros para presídios federais distantes, sem o respeito à Lei das Execuções Penais (por conta de um acordo extra-judicial do governo do Estado com o Tribunal de Justiça).
Sob certo aspecto, tocar fogo num carro estacionado, incendiar um ônibus dessas empresas que mandam e desmandam na Prefeitura, prestando péssimos serviços à população, é uma variável de viés político. O governador proclamou o combate ao crime como uma guerra - os bandidos pegaram a deixa e partiram para a sua própria "guerra de guerrilha", onde exibem uma alarmante onipresença, deixando todo mundo sem saber onde há um porto seguro.
Daqui para frente, enquanto tiverem pessoal disponível, os marginais vão causar pesados prejuízos às cidades fluminenses, que dependem agora da mão forte das forças federais. A polícia do Estado perdeu essa guerra, até porque nunca teve esse combate sob uma ótica decente - todo mundo sabe que é difícil encontrar um policial realmente disposto a ser um "capitão Nascimento".
Espero que você não ache que estou escrevendo para justificar essa onda assustadora de ataques a carros e ônibus, que levou O GLOBO a dedicar hoje todo um caderno especial ao assunto. E que fez esse mesmo jornal comparar a participação de alguns tanques dos Fuzileiros Navais ao desembarque que mobilizou 3 milhões de soldados dos Estados Unidos, Inglaterra e Canadá na Normandia, naquele decisivo 6 de julho de 1944, durante a II Guerra Mundial.
Apavorado, qualquer um perde a tranquilidade e a capacidade de raciocinar. Mas se você ainda tem condição de pensar, ponha-se no seu próprio lugar e recorra aos seus conhecimentos de lógica: Cabral está pagando por sua miopia, por sua incompetência, por sua vocação elitista.
Cidades estão paralisadas e nossa sorte depende agora de uma intervenção federal de fato, a mesma que o agora deputado eleito pelo PDT, Sérgio Zveiter, queria, quando presidente da OAB, para afastar Brizola do governo do Estado, na década de 90.

sábado, 20 de novembro de 2010

Vazaram as questões da prova de Tiririca!



VEJAM ABAIXO A PROVA REALIZADA NESTA SEMANA PELO DEPUTADO TIRIRICA EM SÃO PAULO.
POR ISSO QUE NÃO QUERIAM QUE A IMPRENSA DIVULGASSE.
LOGO LOGO VAMOS FICAR SABENDO O RESULTADO DA PROVA.
COMO O LULA, ELE TAMBÉM NASCEU DE UMA MÃE ANALFABETA....................HIHIHIHIHIHIHIHIIIIII

Vazaram as Questões da prova, que o Tiririca fará, para assumir o cargo de deputado federal...

1 ) Um grande presidente brasileiro foi Castelo _________
( ) Roxo ( ) Preto ( ) Branco ( ) Rosa choque ( ) Amarelo

2) Um líder chinês muito conhecido chamava-se Mao-Tsé______
( ) Tang ( ) Teng ( ) Ting ( ) Tong ( ) Tung

3) A principal avenida de Belo Horizonte chama-se Afonso_______
( ) Pelo ( ) Pentelho ( ) Penugem ( ) Pena ( ) Cabelo

4) O maior rio do Brasil chama-se Ama_________
( ) boates ( ) zonas ( ) cabarés ( ) relinho ( ) ciante

5) Quem descobriu a rota marítima para as Índias foi __________
( ) Volta Redonda ( ) Fluminense ( ) Flamengo ( ) Botafogo ( ) Vasco da Gama

6) A América foi descoberta por Cristóvão Co_______
( ) maminha ( ) picanha ( ) alcatra ( ) lombo ( ) carne do sol

7) Grande Bandeirante foi Borba _______
( ) Lebre ( ) Zebra ( ) Gato ( ) Veado ( ) Vaca

8) Quem escreveu ao Rei de Portugal sobre o descobrimento do Brasil foi Pero Vaz de ________
( ) Anda ( ) Para ( ) Corre ( ) Dispara ( ) Caminha

9) Um famoso ministro de Portugal foi o Marquês de _________
( ) Galinheiro ( ) Puteiro ( ) Curral ( ) Pombal ( ) Chiqueiro

10) D. Pedro popularizou-se quando __________
( ) eliminou a concorrência
( ) decretou sua falência
( ) saturou a paciência
( ) proclamou a independência
( ) liberou a flatulência

11) Pedro Alvares Cabral _____________
( ) inventou o fuzil ( ) engoliu o cantil ( ) descobriu o Brasil ( ) foi pra puta que o pariu ( ) tropeçou mas não caiu

12) Foi no dia 13 de maio que a Princesa Isabel____________
( ) aumentou a tanajura ( ) botou água na fervura ( ) engoliu a dentadura ( ) segurou a coisa dura ( ) aboliu a escravatura

13) Um grande ator brasileiro é Francisco Cu______
( ) sujo ( ) de ferro ( ) oco ( ) largo ( ) apertado

14) O autor de Menino do Engenho foi José Lins do ______
( ) Fiofó ( ) Cu ( ) Rego ( ) Furico ( ) Forevis

15) O mártir da independência foi Tira___________

( ) gosto ( ) que está doendo ( ) e põe de novo ( )dentes ( ) cabaço


16) D. Pedro I, às margens do Rio Ipiranga, gritou_______________
( ) Hortência volte!
( ) Eu dou por esporte!
( ) Como dói, prefiro a morte!
( ) Independência ou morte!
( ) Maria, endureceu! Que sorte!

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

GRANDE AZAR...

video

FAMÍLIA DO SÉCULO VINTE E UM.


Haroldo tirou o papel do bolso, conferiu a anotação e perguntou à balconista:

Moça, vocês têm pen drive?

Temos, sim.

O que é pen drive? Pode me esclarecer? Meu filho me pediu para comprar um.

Bom, pen drive é um aparelho em que o senhor salva tudo o que tem no computador.

Ah, como um disquete...

Não. No pen drive o senhor pode salvar textos, imagens e filmes. O disquete, que nem existe mais, só salva texto.

Ah, tá. bom, vou querer.

Quantos gigas?

Hein?

De quantos gigas o senhor quer o seu pen drive?

O que é gigas?

É o tamanho do pen.

Ah, tá, eu queria um pequeno, que dê para levar no bolso, sem fazer muito volume.

Todos são pequenos, senhor. O tamanho, aí, é a quantidade de coisas que ele pode arquivar.

Ah, tá. E quantos tamanhos têm?

Dois, quatro, oito e até dez gigas.

Hummmm, meu filho não falou quantos gigas queria.

Neste caso, o melhor é levar o maior.

Sim, eu acho que sim. Quanto custa?

Bem, o de dez gigas é o mais caro. A sua entrada é USB?

Como?

É que para acoplar o pen no computador, tem que ter uma entrada compatível.

USB não é a potência do ar condicionado?

Não, aquilo é BTU.

Ah é, isso mesmo. Confundi as iniciais. Bom, sei lá se a minha entrada é USB.

USB é assim ó, com dentinhos que se encaixam nos buraquinhos do computador.

O outro tipo é este, o P2, mais tradicional, o senhor só tem que enfiar o pino no buraco redondo.

Hmmmm..., enfiar o pino no buraquinho, né?

Hehehe. O seu computador é novo ou velho? Se for novo é USB, se for velho é P2.

Acho que o meu tem uns dois anos. O anterior ainda era com disquete. Lembra do disquete? Quadradinho, preto, fácil de carregar, quase não tinha peso.

O meu primeiro computador funcionava com aqueles disquetes do tipo bolacha, grandões e quadrados. Era bem mais simples, não acha?

Os de hoje nem têm mais entrada para disquete. Ou é CD ou pen drive.

Que coisa! Bem, não sei o que fazer. Acho melhor perguntar ao meu filho.

Quem sabe o senhor liga para ele?

Bem que eu gostaria, mas meu celular é novo, tem tanta coisa nele que ainda não aprendi a discar.

Deixa eu ver. Poxa, um Smarthphone, este é bom mesmo, tem Bluetooth, woofle, brufle, trifle, banda larga, teclado touchpad, câmera fotográfica, filmadora, radio AM/FM, dá pra mandar e receber e-mail, torpedo direcional, micro-ondas e conexão wireless.

Micro-ondas? Dá para cozinhar nele?

Não senhor, assim o senhor me faz rir, é que ele funciona no sub-padrão, por isso é muito mais rápido.

E Bluetooth? Estou emocionado. Não entendo como os celulares anteriores não possuíam Bluetooth.

O senhor sabe para que serve?

É claro que não.

É para comunicar um celular com outro, sem fio.

Que maravilha! Essa é uma grande novidade! Mas os celulares já não se comunicam com os outros sem usar fio?

Nunca precisei fio para ligar para outro celular. Fio em celular, que eu saiba, é apenas para carregar a bateria...

Não, já vi que o senhor não entende nada, mesmo. Com o Bluetooth o senhor passa os dados do seu celular para outro, sem usar fio. Lista de telefones, por exemplo.

Ah, e antes precisava fio?

Não, tinha que trocar o chip.

Hein? Ah, sim, o chip. E hoje não precisa mais chip...

Precisa, sim, mas o Bluetooth é bem melhor.

Legal esse negócio do chip. O meu celular tem chip?

Momentinho... Deixa eu ver... Sim, tem chip.

E faço o quê, com o chip?

Se o senhor quiser trocar de operadora, portabilidade, o senhor sabe.

Sei, sim, portabilidade, não é?, claro que sei. Não ia saber uma coisa dessas, tão simples?

Imagino, então que para ligar tudo isso, no meu celular, depois de fazer um curso de dois meses, eu só preciso clicar nuns duzentos botões...

Nãão, é tudo muito simples, o senhor logo apreende. Quer ligar para o seu filho?

Anote aqui o número dele. Isto. Agora é só teclar, um momentinho, e apertar no botão verde... pronto, está chamando.

Haroldo segura o celular com a ponta dos dedos, temendo ser levado pelos ares, para um outro planeta:

Oi filhão, é o papai. Sim. Me diz, filho, o seu pen drive é de quantos...

Como é mesmo o nome? Ah, obrigado, quantos gigas? Quatro gigas está bom? Ótimo.

E tem outra coisa, o que era mesmo? Nossa conexão é USB? É? Que loucura.

Então tá, filho, papai está comprando o teu pen drive. De noite eu levo para casa.

Que idade tem seu filho?

Vai fazer dez em março.

Que gracinha...

É isto moça, vou levar um de quatro gigas, com conexão USB.

Certo, senhor. Quer para presente?

*

Mais tarde, no escritório, examinou o pen drive, um minúsculo objeto, menor do que um isqueiro, capaz de gravar filmes?

Onde iremos parar? Olha, com receio, para o celular sobre a mesa.

Máquina infernal, pensa.

Tudo o que ele quer é um telefone, para discar e receber chamadas.

E tem, nas mãos, um equipamento sofisticado, tão complexo que ninguém que não seja especialista ou tenha mais de quarenta, saberá compreender.

Em casa, ele entrega o pen drive ao filho e pede para ver como funciona.

O garoto insere o aparelho e na tela abre-se uma janela. Em seguida, com o mouse, abre uma página da internet, em inglês.

Seleciona umas palavras e um roque infernal invade o quarto e os ouvidos de Haroldo.

Um outro clique e, quando a música termina, o garoto diz:

Pronto pai, baixei a música. Agora eu levo o pen drive para qualquer lugar e onde tiver uma entrada USB eu posso ouvir a música.

No meu celular, por exemplo.

Teu celular tem entrada USB?

É lógico. O teu também tem.

É? Quer dizer que eu posso gravar músicas num pen drive e ouvir pelo celular?

Se o senhor não quiser baixar direto da internet...

*

Naquela noite, antes de dormir, deu um beijo em Clarinha e disse:

Sabe que eu tenho Bluetooth?

Como é que é?

Bluetooth. Não vai me dizer que não sabe o que é?

Não enche, Haroldo, deixa eu dormir.

Meu bem, lembra como era boa a vida, quando telefone era telefone, gravador era gravador, toca-discos tocava discos e a gente só tinha que apertar um botão, para as coisas funcionarem?

Claro que lembro, Haroldo. Hoje é bem melhor, né? Várias coisas numa só, até Bluetooth você tem.

E conexão USB também.

Que ótimo, Haroldo, meus parabéns.

Clarinha, com tanta tecnologia a gente envelhece cada vez mais rápido. Fico doente de pensar em quanta coisa existe, por aí, que nunca vou usar.

Ué? Por quê?

Porque eu recém tinha aprendido a usar computador e celular e tudo o que sei já está superado.

Por falar nisso temos que trocar nossa televisão.

Ué? A nossa estragou?

Não. Mas a nossa não tem HD, tecla SAP, slowmotion e reset.

Tudo isso?

Tudo. Boa noite, Haroldo, vai dormir.

Quando estava quase pegando no sono, o filho entra no quarto e diz:

Pai, me compra um Playstation vinte e sete?

sábado, 13 de novembro de 2010

Jurerê Internacional

Você conhece Jurerê? Não?! Então aproveita e veja o vídeo. Acredite se quiser, mas isso acontece em Florianópolis - Brasil!!! Né pra qualquer um não...
Para ver em tela cheia, clique no centro do vídeo.

O Filhotinho!

Uma Demonstração de amor e cuidado com a natureza animal.
Dispensa comentários e apresentação.
Para ver em tela cheia, clique no centro do vídeo.

EARTH SONG by MICHAEL JACKSON (CENSURADO NOS EUA)

O vídeo é do single de maior sucesso de Michael Jackson no Reino Unido, que não foi nem "Billie Jean", nem "Beat it", e sim a ecológica "Earth Song", de 1996. A letra fala de desmatamento, sobrepesca e poluição, e, por um pequeno detalhe, talvez você nunca terá a oportunidade de assistir na televisão.
O Detalhe: "Earth Song" nunca foi lançada como single nos Estados Unidos, historicamente o maior poluidor do planeta. Por isso a maioria de nós nunca teve acesso ao clipe.
Vejam, então, o que os americanos nunca mostraram de Michael Jackson.
Filmado em África, Amazónia, Croácia e New York.

Para ver em tela cheia, clique no centro do vídeo.



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