***RUI BARBOSA***

***RUI BARBOSA***
"De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto." (Senado Federal, RJ. Obras Completas, Rui Barbosa. v. 41, t. 3, 1914, p. 86)
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sexta-feira, 29 de junho de 2012

CUSTO LULA



Está aparecendo mais cedo do que se imaginava

Lula e o petróleo. Irresponsabilidade total!!! - Foto: BVN

Carlos Alberto Sardenberg 
(O Globo - 28/06/2012)  

Há menos de três anos, em 17 de setembro de 2009, o então presidente Lula apresentou-se triunfante em uma entrevista ao jornal "Valor Econômico". Entre outras coisas, contou, sem meias palavras, que a Petrobras não queria construir refinarias e ainda apresentara um plano pífio de investimentos em 2008. "Convoquei o conselho" da empresa, contou Lula. Resultado: não uma, mas quatro refinarias no plano de investimentos, além de previsões fantásticas para a produção de óleo.
Em 25 de junho último, a Petrobras informa oficialmente aos investidores que, das quatro, apenas uma refinaria, Abreu e Lima, de Pernambuco, continua no plano com data para terminar. E, ainda assim, com atraso, aumento de custo e sem o dinheiro e óleo da PDVSA de Chávez. Todas as metas de produção foram reduzidas. As anteriores eras "írrealístas", disse a presidente da companhia, Graça Foster, acrescentando que faria uma revisão de processos e métodos. Entre outros equívocos, revelou que equipa-
mentos eram comprados antes de os projetos estarem prontos e aprovados.
Nada se disse ainda sobre os custos disso tudo para a Petrobras. Graça Foster informou que a refinaria de Pernambuco começará a funcionar em novembro de 2014, com 14 meses de atraso em relação à meta anterior, e custará US$ 17 bilhões, três bi a mais. Na verdade, as metas agora revistas já haviam sido alteradas. O equívoco é muito maior.
Quando anunciada por Lula, a refinaria custaria US$ 4 bilhões e ficaria pronta antes de 2010. Como uma empresa como a Petrobras pode cometer um erro de planejamento desse tamanho? A resposta é simples: a estatal não tinha projeto algum para isso, Lula decidiu, mandou fazer e a diretoria da estatal improvisou umas plantas.
Anunciaram e os presidentes fizeram várias inaugurações.
O nome disso é populismo. E custo Lula. Sim, porque o resultado é um prejuízo para os acionistas da Petrobras, do governo e do setor privado, de responsabilidade do ex-presidente e da diretoria que topou  a montagem.
Tem mais na conta. Na mesma entrevista, Lula disse que mandou o Banco do Brasil comprar o Votorantim, porque este tinha uma boa carteira de financiamento de carros usados e era preciso incentivar esse setor. O BB comprou, salvou o Votorantim e engoliu prejuízo de mais de bilhão de reais, pois a inadimplência ultrapassou todos os padrões. Ou seja, um péssimo negócio, conforme muita gente alertava. Mas como o próprio Lula explicou: "Quando fui comprar 50% do Votorantim, tive que me lixar para a especulação."
Quem escapou de prejuízo maior foi a Vale. Na mesma entrevista, Lula
confirmou que estava, digamos, convencendo a Vale a investir em siderúrgicas e fábricas de latas de alumínio. Quando os jornalistas comentam que a empresa talvez não topasse esses investimentos por causa do custo, Lula argumentou que a empresa
privada tem seu primeiro compromisso com o nacionalismo.
A Vale topou muita coisa vinda de Lula, inclusive a troca do presidente da companhia, mas se tivesse feito as siderúrgicas estaria quebrada ou perto disso. Idem para o alumínio, cuja produção exige muita energia elétrica, que continua a mais cara do mundo.
Ou seja, não era momento, nem havia condições de fazer refinarias e siderúrgicas. Os técnicos estavam certos. Lula estava errado. As empresas privadas foram se virando, mas as estatais se curvaram.
Ressalva: o BNDES, apesar das pressões de Brasília, não emprestou dinheiro para a PDVSA colocar na refinaria de Pernambuco. Ponto para seu corpo técnico.
Quantos outros projetos e metas do governo Lula são equivocados? As obras de transposição do Rio São Francisco estão igualmente atrasadas e muito mais caras. O projeto do trem-bala começou custando R$ 10 bilhões e já passa dos 35 bi.
Assim como se fez a revisão dos planos da Petrobras, é urgente uma análise de todas as demais grandes obras. Mas há um outro ponto, político. A presidente Dilma estava no governo Lula, em posições de mando na área da Petrobras. Graça Foster era diretoria da estatal. Não é possível imaginar que Graça Foster tenha feito essa incrível
autocrítica sem autorização de Dilma.
Ora, será que as duas só tomaram consciência dos problemas agora? Ou sabiam perfeitamente dos erros então cometidos, mas tiveram que calar diante da força e do autoritarismo de Lula? De todo modo, o custo Lula está aparecendo mais cedo do que se imaginava. Inclusive na política. 

Fonte: Por e-mail - J.A.Somavilla



sábado, 23 de junho de 2012

"S.O.S. LAGOA DA TURFEIRA"


Nissan, sim!!! Turfeira, também!!!


(Para ampliar clique nas fotos)
Página da revista "Cidades do Rio" - Edição nº 01 (2009): A Lagoa da Turfeira ainda plena de água e alguns pássaros que nela vivem. Um documento importante para os defensores do meio ambiente.

Ampliação da página acima: A lagoa era bem visível da Rodovia Pres. Dutra.

Esta imagem, capturada no dia 18/05/2012 do mesmo angulo que aparece na foto da revista, mostra claramente que o espelho d'água da Lagoa praticamente desapareceu. Mas a recuperação é possível.

Assim era a Lagoa da Turfeira em 06 de abril de 2010 - Foto: Renato da S. Rodrigues

Assim está a Lagoa atualmente (18/05/2012) - Foto: Fernando Lemos

A Nissan do Brasil escolheu Resende (RJ) para construir sua fábrica de automóveis. O local escolhido, no Polo Industrial, abriga um complexo de área úmida denominado "Banhado da Kodak", também conhecido como Brejão da Kodak ou Lagoa da Turfeira. Essa área lagunar oferece condições de vida para muitas espécies da flora e da fauna. Ali, mais de 160 espécies de pássaros já foram catalogados, alguns em risco de extinção. Também são encontrados animais anfíbios e terrestres, como a capivara, o jacaré-de-papo-amarelo (em extinção no Estado do Rio de Janeiro), dentre muitos outros. Muitas espécies de peixes foram registradas lá também. Com a construção da fábrica da Nissan, todo esse bioma que serve de abrigo e para a procriação desses animais e plantas - caso seja mantida a área atual das obras - desaparecera, o que causaria um impacto ambiental de sérias consequências para o meio ambiente. Com algumas medidas preventivas e uma pequena revisão da área que já está sendo aterrada, esses animais e plantas podem ainda ser salvos, sem prejuízo para a Nissan e para o meio ambiente. É por esse equilíbrio entre o desenvolvimento e a preservação da natureza, que o movimento "S.O.S. Lagoa da Turfeira" luta para que se chegue a um consenso pelo bem das futuras gerações.

O mais lamentável de toda essa questão é que a Nissan não tinha conhecimento da existência desse banhado. Embora a Prefeitura de Resende, por meio da AMAR (Agencia do Meio Ambiente de Resende) tenha feito um estudo técnico em 2010 sugerindo a criação de uma área de proteção ambiental para o local, reconhecendo assim, a importância do bioma, isso não foi informado à empresa, conforme ela mesma declarou por escrito ao Jornal Beira-Rio. Veja abaixo o Estudo Técnico:



Os documentos de autorização para a instalação da fábrica - extraídos do processo - demonstram claramente que nem o órgão ambiental estadual (INEA), que concede as licenças ambientais foi informado da existência dessa área de preservação.

Veja abaixo a parte 1 dos documentos:


E a parte 2:


Agora, algumas fotos que ilustram bem a questão:


Para se informar melhor, veja esse pequeno filme feito no dia 18 de Maio de 2012:



Veja também como era o Banhado em 2001. Imperdível:



E como foi a manifestação pacífica do movimento "SOS Lagoa da Turfeira" dia 26 de maio de 2012:




Você, que se preocupa com o meio ambiente e com o futuro de nossos filhos e netos mas não tinha conhecimento do que está acontecendo porque as mídias televisiva (TV RIO SUL), escrita (fora o Jornal Beira-Rio) e falada (fora a Band News FM) não divulgam esses fatos; agora já está sabendo o que está realmente se passando e pode se juntar a nós na luta pela preservação da vida.

EMBORA PAREÇA, ISSO NÃO É FICÇÃO. O QUE VOCÊ ACABA DE VER, É REAL!!!

O FUTURO DO PLANETA ESTÁ EM NOSSAS MÃOS!


 DIVULGUEM E COMPARTILHEM À VONTADE!

Para saber mais, entre AQUI.


sexta-feira, 22 de junho de 2012

BOLHA DE SABÃO


Um alerta do jornalista Alexandre Garcia que merece nossa atenção.





Alexandre Garcia - 05 de Junho de 2012


O Rei Juan Carlos esteve com a presidente Dilma esta semana. 
Fico imaginando a chefe de estado do Brasil a dizer ao chefe de estado da Espanha: "Eu sou você, amanhã", tal como na propaganda de vodka. 

Não é difícil chegar a essa conclusão. A crise na Espanha começou quando se decidiu que a expansão imobiliária seria uma solução maravilhosa para o crescimento do país: criaria emprego na construção civil ao mesmo tempo em que resolveria do problema da habitação. 

Empregou-se muita gente e estrangeiros começaram a chegar aos milhares para atender à demanda de mão-de-obra. Tijolo e concreto se tornaram sinônimos de riqueza. Áreas verdes foram cobertas por construções, assim como o cinturão verde de muitas cidades.

Em poucos anos, o preço do metro quadrado disparou e o boom da construção atraiu especuladores. O metro quadrado da habitação subiu mas os salários não. Os bancos, para manter a roda circulando, baixaram exigências para financiamentos, não se importando com a renda do financiado nem com as garantias. Imaginaram que se o imóvel estava se valorizando tanto, se o devedor não pudesse pagar, venderia o imóvel por mais preço e ainda sobraria dinheiro.
 E ofereceram crédito para comprar casa, carro, móveis, eletrodomésticos, viagens... A dívida se tornou fator de crescimento.

Mas aí, estourou a bolha dos Estados Unidos. Os espanhóis se retraíram, o consumo caiu, vieram as demissões e se descobriu que o país se sustentava tirando do futuro; nunca houve realmente riqueza nem subida na escala social.
 
Você que me lê, e percebe as semelhanças, bata na madeira para torcer que por aqui não aconteça o mesmo. 
Os sinais são alarmantes: o PIB brasileiro do primeiro trimestre deste ano, segundo o IBGE, aumentou apenas dois décimos por cento(0,2%). A inflação vai crescer o dobro do PIB neste ano.

Na Veja, a excelente Lya Luft chama de "ilusão" o que está acontecendo no Brasil. Ela mostra como também estamos sacando do futuro:

"Palavras de ordem nos impelem a comprar, autoridades nos pedem para consumir, somos convocados a adquirir o supérfluo, até danoso, como botar mais carros em nossas ruas atravancadas ou em nossas péssimas estradas...Estamos enforcados em dívidas impagáveis, mas nos convidam a gastar ainda mais, de maneira impiedosa, até cruel."- escreveu ela. 

Nossa bolha está inchada. E é de sabão.

Alexandre Garcia

Comento: O alerta é válido e externa o que já estamos observando há algum tempo. 
E completo: A mudança de rumo na política econômica criada pelo governo FHC, demonstra que a equipe do ministro Mantega está se perdendo, principalmente no tocante ao câmbio. 

Não há muito tempo, dizia-se que o dólar muito baixo inibia as exportações, facilitava as importações, e causava prejuízos à indústria nacional. Elevou-se a paridade cambial e hoje o governo tenta - a todo custo - baixar a cotação pois verificou-se que o dólar alto não é bom para o país. Só para os exportadores, que acabam priorizando o mercado externo, causando desabastecimento nos produtos essenciais, e com isso, aumentando a inflação.
Será que um dia eles vão perceber que o problema não está no câmbio, mas na taxação excessiva de impostos que pagamos e no descaso com a Educação?!? Pois é isso que empaca nosso desenvolvimento sustentável de longo prazo. Simples assim...  

Fonte: Recebido por e-mail de L.Tavares. 


sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

USINA DE BELO MONTE: Os Prós e os Contras.

Muito temos lido e ouvido sobre a Usina de Belo Monte, a ser construída no Rio Xingú, no Pará. Duas correntes se dividem entre "A Favor" e "Contra" a sua construção. Neste início do mês de novembro, começou a circular (e ser divulgado) aqui pela web, um vídeo dos "Contra", muito bem produzido e que reúne atores da Rede Globo de Televisão falando a respeito. Eles promovem o projeto "Gota D'água", que está pedindo assinaturas para impedir a construção da usina. É o primeiro vídeo abaixo.
A seguir temos o vídeo dos "A Favor". É a resposta imediata que eles deram ao vídeo dos "Globais". É feito de gente do povo, mas com conteúdo bastante contundente e que refuta as afirmações dos "Contras" e com veemência rejeitam seus argumentos, acusando-os inclusive de "mentirosos e sem conhecimento do assunto".
O terceiro vídeo foi feito por um matemático que informa com números, o que pode ser de fato, a construção dessa usina. Parece-nos serem bastante realistas os seus cálculos.
Nós não temos opinião formada sobre o assunto por absoluta falta de informações, por isso, abstemo-nos de posicionamento.
Assista aos vídeos e depois tente chegar a alguma conclusão. É complicado, sabemos, pois a "guerra de informações" é violenta. E a necessidade de novas fontes de energia para o desenvolvimento nacional é premente. Um assunto que merece reflexão de nossa parte. Muita reflexão.

VÍDEO DOS CONTRA 


VÍDEO DOS "A FAVOR"


VÍDEO DOS CÁLCULOS

Texto de abertura: Fernando Lemos

terça-feira, 21 de junho de 2011

Após 4 anos e muitos problemas sem resposta, Pan do Rio ainda é circo dos horrores

Como para confirmar o post deste blog no sábado, dia 18/06/2011 (Leia Aqui), este artigo mostra como poderão ser as coisas daqui por diante na preparação e realização da Copa de 2014 aqui no Brasil. É triste e vergonhoso. Mas real!!!

Da. Marisa, Lula e o Mascote do Pan Rio-2007 - Foto: UOL
20/06/2001 - 07:00h
Do Blog do Cruz
Especial para o UOL Esporte 


O Brasil esportivo se prepara para os jogos dos extremos, o Pan-Americano, disputa continental de 42 países em 46 modalidades. Desta vez, na acolhedora Guadalajara, do inesquecível estádio Jalisco, palco de cinco dos seis jogos da Seleção Brasileira tricampeã no Mundial de 1970.

Jogos dos extremos porque tem um significado especial para os países do lado de baixo do Equador. Por disputar contra Estados Unidos e Cuba, principalmente – nem sempre com seus principais atletas –, o evento é parâmetro técnico na fase pré-olímpica. Porém, comparado ao ranking mundial das várias modalidades ou confrontado com marcas e tempos de eventos internacionais, o Pan ainda é inexpressivo no circuito maior do esporte. 
Memória
E lá se foram quatro anos dos Jogos do Rio de Janeiro, cuja lembrança nos remete mais para os exageros financeiros e desperdícios de patrimônio do que para o legado prometido, mas ainda escondido. Pior: dados oficiais do Governo Federal indicam que o Ministério do Esporte ainda deve daquela festança fatura de R$ 36 milhões.

Jogos à parte, a organização do Pan foi um festival de irregularidades, atribuídas à inexperiência dos gestores públicos, principalmente. Falta de planejamento, contratos mal feitos e sem licitações, termos aditivos inadequados, obras superfaturadas, enfim, contribuíram para elevar as despesas. Do orçamento original de R$ 400 milhões, a conta pan-americana chegou a R$ 3,6 bilhões, conforme relatórios do Tribunal de Contas da União.
Atentos, os auditores do TCU formaram 36 volumosos processos. Atualmente, uma dezena ainda espera por decisões finais. Nos processos já julgados observou-se forte disposição política de isentar os faltosos e abusados gestores, apesar de grosseiras falhas constatadas. Prazos esgotados – de propósito? – para usar recursos de exceções e desorganização geral foram falhas apontadas pelo Tribunal de Contas da União.
O caso mais rumoroso foi o pagamento de R$ 25 milhões pelo aluguel da Vila Pan-Americana, com sobpreço de 62%. Isso, quando as instalações nem existiam. Além disso, pagou-se por um serviço três anos antes, o que é proibido pela legislação federal. O autor da ousada operação em favor da construtora Agenco, via Comitê Olímpico Brasileiro, foi o então ministro do Esporte, Agnelo Queiroz, hoje governador do Distrito Federal. Ele responde a processo no Ministério Público do Rio de Janeiro.
Diante dessas vergonhas, assim se manifestou o então ministro relator do TCU, Marcos Vinicius: “O Ministério do Esporte, a quem cumpria o papel de principal ator governamental na gestão dos Jogos, foi o maior responsável pelo planejamento precário que permeou o evento. O Estado, o Município e o Comitê Organizador Rio 2007 também são responsáveis”. E haja absolvições de tantas maracutaias. Sob o argumento de que “não havia experiência para orientar os gestores”,  todos saíram livres da grande confusão.
Desperdícios
Mas há outros desperdícios, como a falta de uso das instalações, que ficaram praticamente abandonadas. Nenhum grande evento realizou-se no Rio de Janeiro, como prometido. Pior: a falta de políticas públicas, de projetos do governo do Rio de Janeiro e das próprias confederações tornou as instalações ociosas por quatro anos, um ciclo olímpico. Mais recentemente, o Comitê Olímpico Brasileiro ocupou o Parque Maria Lenk, disponibilizando o espaço para a elite do esporte carioca.
O Pan, em resumo, confirmou que há um despreparo crônico em termos de planejamento esportivo, principalmente em nível governamental. Revelou, também, dificuldades nas relações e responsabilidades políticas-partidárias em níveis municipal, estadual e federal. Os interesses partidários eram colocados como prioridade.
Mesmo assim, trágico e comprometedor em sua organização, o Pan 2007 foi força importante para que o Rio de Janeiro conquistasse a sede dos Jogos de 2016. Porém, com péssima previsão, lamentavelmente, pois a organização para a Copa do Mundo de 2014 é o trailer de um filme de desmandos que vimos recentemente.

Fonte:  Blog do Cruz e Uol Esportes.



segunda-feira, 4 de maio de 2009

Governo estuda elevar a Cide sobre combustíveis













Edison Lobão e Lula: Preparando mais um aumento de imposto.(Foto: Internet)

22/04/2009 - 14:47
Por Cláudio Gradilone (claudio.gradilone@gmail.com)

Brasília, mais uma vez, não me surpreende. Em mais um passo da reforma (?) tributária, o ministro das Minas e Energia, o senador Edison Lobão (PMDB-MA) afirmou que o governo precisa arrecadar mais impostos, e por isso planeja elevar a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre os combustíveis. Lobão disse que essa alternativa faz parte de um estudo que deverá ser concluído em três ou quatro meses. Lobão explicou que a elevação da Cide é apenas uma das alternativas em estudo.

A Cide, como boa parte das idéias que povoa o inferno, nasceu com a melhor das intenções. Se houvesse alguma flagrante distorção na economia - como por exemplo um segmento da economia que estivesse ganhando demais e enfraquecendo a cadeia produtiva - a Cide serviria para corrigir os desajustes. Por exemplo, transferindo renda da produção para a distribuição, ou vice-versa, de modo a não tornar uma determinada atividade proibitiva.
Por exemplo, vamos supor que a atividade de distribuição de combustíveis em Roraima, região baixamente ocupada, fosse economicamente impraticável. Para ser rentável, o distribuidor teria de vender gasolina a, digamos, dez reais o litro. Nesse cenário, faz sentido que todo o país contribua com alguns centavos para equalizar os preços em Roraima. Claro, isso é só uma daquelas boas intenções que está queimando no oitavo círculo infernal. Na prática, o governo usa a Cide como mais um imposto.
Agora, depois de distribuir benesses para a indústria automobilística e a de eletrodomésticos, sem falar na farra de gastos, o governo percebeu que o dinheiro está perigando ficar curto de novo. O que fazer? Fácil - vamos elevar a Cide sobre os combustíveis, para que a elite privilegiada que anda de carro eleve sua parcela de contribuição.
Ninguém fala do povo pedestre que depende de ônibus (que vai ficar mais caro) e come arroz, feijão e bife que são transportados de caminhão movido a diesel (e que também vão ficar mais caros, porque o custo do transporte vai subir). Mas isso é raciocínio de elitistas como eu.
Agora, com licença, que meu mordomo já tocou a sineta pela segunda vez: o faisão com aspargos ao molho de trufas belgas está esfriando.

Fonte: http://portalexame.abril.com.br/blogs/gradilone/20090422_listar_dia.shtml?permalink=162302
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