***RUI BARBOSA***

***RUI BARBOSA***
"De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto." (Senado Federal, RJ. Obras Completas, Rui Barbosa. v. 41, t. 3, 1914, p. 86)
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quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

TEORI ZAVASCKI X GIOVANNI FALCONE




"...VOCÊ  sabe como os políticos italianos fizeram para desmantelar a Operação Mãos Limpas, uma das maiores operações anticorrupção da história europeia? Como exatamente eles conseguiram acabar com a mega investigação que conseguiu desmantelar diversos esquemas de propina entre empresas privadas  e órgãos públicos da Itália? Como colocaram um ponto final no trabalho que serviu de inspiração para os promotores e juízes da Lava Jato no Brasil?



Pois vou lhe mostrar três motivos principais. 
Dois deles você verá que lhe soam muito familiar, porque é o que estamos vendo acontecer com a Lava Jato neste momento.

1. O Parlamento italiano (exatamente porque era composto por muitas pessoas de algum modo ligadas ao poderes corruptos) promulgou novas leis que modificaram e, em determinados casos, até cancelaram alguns crimes, como o de concussão (crime praticado por funcionário público, em que este exige, para si ou para outrem, vantagem indevida);

2. Os magistrados foram deslegitimados em âmbito profissional e pessoal. Foram alvo de várias acusações infundadas, como de terem realizado prisões ilegais, de serem comandados pela CIA, de terem feito a operação para destruir o sistema dos partidos, de estarem envolvidos em atividades ilegais e assim por diante.

3.  E, o mais grave de tudo, magistrados foram assassinados (como por exemplo Salvatore Borsellino e Giovanni Falcone, entre outros) justamente porque estavam descobrindo as relações que tinham sido criadas entre o sistema político e o sistema mafioso.

Mas o momento exato em que os políticos poderosos da Itália começaram a ter êxito foi quando focaram na criação de  conflitos de interesse com a magistratura. Isso dividiu a opinião pública.


Hoje, no Brasil, temos o senador Renan Calheiros na missão de confundir a opinião pública. 
Ele trouxe assuntos que certamente devem ser pauta de discussão, como os super salários. Mesmo porque há notícias de que existam no próprio Senado em relação, inclusive, a assessores e até ascensoristas. Por outro lado, magistrados íntegros concordam e se posicionam claramente a favor do debate e da extinção dos super salários na instituição à qual pertencem.
Portanto, onde está a perversidade de Renan? Está no propósito real que o motiva a endossar, neste “exato momento”, comissões e temas como super salários e abuso de autoridade.
O propósito é desligitimar a magistratura, ou seja, tirar o reconhecimento da autoridade de pessoas-chave como o juiz federal Sérgio Moro. Quebrar a delicada confiança e respeito da população em instituições responsáveis por trazer à tona o profundo envolvimento das maiores autoridades políticas do país com as mais importantes empresas públicas e privadas em atividades ilícitas.
Veja como a jogada é sórdida.
Renan tentou acelerar a tramitação do projeto que modifica a lei de abuso de autoridade. De acordo com calendário negociado em reunião de líderes da Casa, a proposta seria votada diretamente em plenário no dia 6 de dezembro, sem passar pela comissão de Constituição e Justiça do Senado. O projeto prevê diferentes punições a ações policiais e do Ministério Público e, portanto, é um ameaça direta à Lava Jato.

No dia 18 de novembro p.p. Lula pediu a prisão do juiz Moro  devido “à prática de abuso de autoridade”. Muitos, ingenuamente, riram. Inclusive eu.
O que precisamos entender é que essa é uma estratégia consciente da classe política para acabar com a Lava Jato. 

Portanto, um forte investimento de cada cidadão em análise, informação e participação comunitária diante das decisões de medidas anticorrupção é urgente. 

Afinal, a corrupção desenfreada que vemos hoje no Brasil é uma consequência dessa lição que ignoramos."

19 de novembro de 2016.

Elisa Robson
Jornalista, especialista em Marketing e Negócios, mestre em Comunicação e Linguagens e administradora da página República de Curitiba.




Recebido por e-mail de R.Gonçalves - 
Editado pelo blog - 19/01/2017

sexta-feira, 8 de julho de 2016

EM VÍDEO, ADVOGADO SE INDIGNA E JUSTIFICA PORQUE PAULO BERNARDO NÃO PODIA ESTAR SOLTO



Segundo consta no site do STF, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, atendeu em parte a reclamação (RCL 24.506) do ex-ministro Paulo Bernardo Silva e revogou a sua prisão preventiva, determinando que a Justiça de São Paulo fixe – se for o caso – outras medidas cautelares.
E conclui o ministro Dias Toffoli: “Ante o exposto, indefiro a liminar requerida. Todavia, por reputar configurado flagrante constrangimento ilegal, passível de correção por habeas corpus de ofício quando do julgamento de mérito da ação, determino cautelarmente, sem prejuízo de reexame posterior, a revogação da prisão preventiva de Paulo Bernardo Silva, decretada nos autos do processo no 5854- 75.2016.403.6181”.
VERGONHOSO!!!

- Leudo Costa é jornalista, advogado e foi diretor de TV's no Rio Grande do Sul -

quarta-feira, 6 de julho de 2016

PRESIDENTE TEMER RESTITUI PODERES AOS COMANDANTES MILITARES



Ao assinar decreto, presidente em exercício diz que é preciso "democratizar e reconstitucionalizar o País"






O presidente em exercício Michel Temer assinou, nesta segunda-feira (4), o decreto 8798/2016 que restitui aos comandantes das Forças Armadas uma série de atribuições relativas à gestão e comando das tropas, inclusive em reserva.
"Precisamos democratizar e reconstitucionalizar o País", disse o presidente em exercício, durante a assinatura do decreto, em cerimônia no Palácio do Planalto.
Com a medida, Michel Temer restituirá à Marinha, ao Exército e à Aeronáutica atribuições como a possibilidade de transferir para a reserva remunerada oficiais superiores, intermediários e subalternos, promover oficiais a postos superiores e reformar oficiais da ativa e da reserva.
Essas funções haviam sido retiradas pelo decreto 8.515/2015, assinado pela presidente afastada Dilma Rousseff em 3 de setembro de 2015, e revogado pelo atual 8798/2016.
Durante o ato no Palácio do Planalto, o presidente em exercício afirmou que a devolução dos poderes aos comandantes militares garante às Forças Armadas a autonomia necessária para salvaguardar a boa gestão das tropas e a segurança da soberania nacional brasileira.
Presidente Temer recebe comandantes das Forças Armadas no Palácio do Planalto
Vídeo do Ato de Assinatura do Decreto 8798/2016

domingo, 5 de junho de 2016

BURRO QUE ROUBA VIRA DOUTOR



Estudantes da Universidade de Coimbra e membros da Juventude Socialista Democrática de Portugal exigem a cassação do título de "Doutor Honoris Causa" concedido a Lula.


Estudantes da Universidade de Coimbra, Portugal, exigem a cassação do título de "Doutor Honoris Causa" concedido a Lula.

Empenhado em difundir a revolução socialista proletária Lula deixou intacto os velhos males do Brasil, além de criar outros. Tal como a Nigéria, o Brasil apresenta o dramático contraste de um Estado rico, com altos índices de corrupção, enquanto a maioria da população permanece em níveis inadmissíveis de desemprego. O desperdício de recursos milionários do petróleo, por obra de um estado que se comportou como péssimo administrador e gerente incapaz de gerir com acerto tanto riqueza, mostra-se agora mais patente e escandaloso do que nunca.
A deterioração do nível de vida nas classes média e baixa pode ser notada por qualquer pessoa que tenha conhecido o Brasil antes de Lula e hoje, passados 13 anos de governo socialista e observe a paisagem social do país. A essa realidade somam-se outras igualmente catastróficas: os serviços deficientes em hospitais públicos, a insegurança, com um índice jamais visto de crimes e roubos, o fechamento de milhares de dezenas de empresas e o índice recorde de 9,5 milhões de desempregados.
Lula foi incensado pelas esquerdas mundo afora, como o novo modelo de socialismo que emergia depois do gigantesco fracasso do socialismo no bloco do leste europeu, liderado pela antiga União Soviética. Os esquerdistas mundiais, órfãos desde a queda do muro de Berlim, viram em Lula, o operário metalúrgico e sindicalista brasileiro, a esperança de renascimento da idéia socialista. Ele foi apontado como um modelo. Como o mundo acadêmico, no planeta inteiro, é dominado pelo pensamento esquerdista, começou então uma cruzada pela sua beatificação, que passava pela concessão indiscriminada a ele de títulos de Doutor Honoris Causa.
Universidades as mais antigas, com uma enorme bagagem histórica de conhecimento, agiram de maneira totalmente irresponsável, até criminosa, ao atribuir essas homenagens a um tipo que declarava seu horror ao conhecimento. Agora esse mundo acadêmico é obrigado a se curvar e reconhecer que tinha homenageado sem pensar alguém que é absolutamente indigno da homenagem. Mais uma vez, a esquerda de viés marxista, socialista, vê cair o sonho de que um novo mundo é possível. Certamente, não o mundo imaginado pelas esquerdas e por um tipo como Lula.
COMERCIANTES INFORMAIS: demissões no mercado, tornam o artesanato uma fonte de renda duvidosa. Formalidade que não gera riqueza.

SALÃO DE BELEZA
Lula se parece hoje com um excêntrico milionário, que fora de casa, se permite toda espécie de extravagância, enquanto brasileiros comem o pão que o diabo amassou. Delírios oposicionistas? Mentiras do imperialismo? Intriga de capitalistas, inimigos da revolução petista? Tudo isso pode ser alegado pelos servidores do regime petista ou pelo próprio ex-presidente com sua linguagem chula, salpicada de ditos e imprecações de forte colorido folclórico.
Mas os números estão ai para comprovar. Se não vejamos: Inflação de 10,67% ao ano (2015). Taxa de desemprego no 1º trimestre dde 2016 de 10,9% segundo o IBGE, o que representa 11,4 milhões de pessoas sem emprego. Nem mesmo esse salão de beleza, com seu setor de maquiagem, em que foi transformado o IBGE consegue dissimular essa realidade espantosa. Em vez de criar fontes de trabalho, fomentando o investimento que gera emprego, ao longo de 13 anos, dedicou-se a acabar com elas.
A desorganização, a corrupção e a inépcia de Dilma mantiveram o caos. Dinheiro manipulado sem controle de ninguém, uma significativa parcela da justiça politizada, demagogia e um lulismo composto por oportunistas produziram no Brasil níveis portentosos de corrupção.
Como é próprio da natureza, o populismo gira sempre em torno das palavras, do jogo retórico revolucionário e de efeitos midiáticos, mas nunca chega a resolver os problemas típicos do subdesenvolvimento e da pobreza. Pelo contrário, as incrementa. Para ocultar sua incapacidade no terreno vital da produção e da economia, fabrica inimigos para lançar sobre eles a culpa de todos os males do Brasil.

quinta-feira, 26 de maio de 2016

JURUNA TINHA RAZÃO. GRAVAVA POR NÃO CONFIAR!!! OU: O POLÍTICO QUE INVENTOU A GRAVAÇÃO NO PLANALTO.



Pra quem não se lembra ou desconhece a nossa história política, por essa onda de gravações que assola o país e para mostrar que isso não é novidade, vale lembrar...


Mário Juruna discursando na Câmara dos Deputados

Mário Juruna foi um líder indígena e político brasileiro. Filiado ao Partido Democrático Trabalhista (PDT), foi o primeiro e único deputado federal indígena do Brasil. Nasceu e viveu na sua aldeia de origem sem contato com o homem branco até os 17 anos, quando sucedeu seu pai na liderança da aldeia.
Na década de 1970, com pouco mais de 30 anos e ainda sem mandato parlamentar, já defendia e lutava pelos direitos indígenas. Ficou famoso por percorrer os gabinetes da Fundação Nacional do Índio (FUNAI), em Brasília, quando, lutando pela demarcação da terra para os índios, portava sempre um gravador (foto) "para registrar tudo o que o branco diz" e provar que as autoridades, na maioria das vezes, não cumpriam com a palavra dada. Posteriormente, publicou o livro "O Gravador do Juruna".

Juruna e seu gravador que "prova que os políticos não cumprem a palavra".

Foi eleito deputado federal pelo PDT-RJ em 1982 com 31 mil votos. Sua eleição teve uma grande repercussão no país e no mundo. Foi o responsável pela criação da Comissão Permanente do Índio no Congresso Nacional, o que levou o problema indígena ao reconhecimento formal.
Em 1984, denunciou o empresário Calim Eid por tentar suborná-lo para votar em Paulo Maluf, candidato dos militares à presidência da república no Colégio Eleitoral, mostrando (foto) e devolvendo publicamente os 30 milhões de cruzeiros recebidos na tentativa de suborno. Juruna, coerentemente, acabou votando em Tancredo Neves, candidato da oposição democrática.

Juruna devolvendo os 30 milhões de cruzeieros recebidos como suborno para votar em Paulo Salim Maluf.


Morreu por falta de cuidados, esquecido, pobre e doente em 17 de julho de 2002, aos 59 anos de idade, em decorrência de diabetes. Seu corpo foi velado no Congresso Nacional brasileiro. Uma última e justa homenagem ao (talvez) único político brasileiro verdadeiramente HONESTO de que se tem notícia.

Juruna, já doente, em Guará I, Brasília, DF, onde viria a falecer em 17/07/2002. 


Fontes: "Isto é Gente", "Descobrindo a Verdade (Blog)", Wikipédia.
Edição e concepção de texto: Fernando Lemos

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Um Ilustre e Desconhecido Resendense



Em 2009, sem alarde e discretamente, um resendense tomou posse como Auditor e Ministro-Substituto no TCU; um dos cargos concursados mais importante da República. Agora, em 2015, pode vir a ser um voto decisivo nos destinos do governo e da nação brasileira.


Bacharel  André Luís de Carvalho ao discursar em sua posse no TCU


Em solene sessão extraordinária do Plenário do Tribunal de Contas da União (TCU), aos 30 de abril de 2008, cumprindo Decreto Presidencial de 13/08/2007, na "Sala de Sessões Ministro Luciano Brandão Alves de Souza" do TCU, foi empossado no cargo de Auditor e Ministro Substituto do TCU o resendense André Luís de Carvalho. O ato foi conduzido pelo então Presidente do TCU Ministro Walton Alencar Rodrigues, e prestigiado por autoridades civis, ministros do TCU, parlamentares, oficiais generais das Forças Armadas, representantes do Ministério Público, servidores da Casa, parentes e amigos. Após a execução do Hino Nacional Brasileiro, o Auditor Augusto Shermam saudou o empossado, enaltecendo as qualidades do novo Auditor e fez um relato sobre a vida pessoal e acadêmica de André, com destaque para o fato de que o concurso público para auditor do TCU, "é dos mais complexos e difíceis da República", tendo na banca examinadora Ministros do Superior Tribunal Federal (STF) como Gilmar Mendes e Ayres Brito, do Superior Tribunal de Justiça (STJ) João Otávio Noronha e o ex-Ministro de Estado Bresser Pereira. André foi o 1º colocado entre dez brilhantes concorrentes. O ponto alto da solenidade foi o discurso de André, dedicando, muito emocionado e embargado, "a celebração da posse como vitória de minha mãe, que entregou sua vida à educação dos filhos", ressaltando ainda que sua esposa (Adriana) e filhos (Mateus e Juliana) foram sua inspiração para uma vida melhor. Detalhe importante: o TCU abriga em seus quadros apenas quatro Auditores/Ministros Substitutos. 
Resende tem um de seus filhos ocupando discretamente, com méritos e sem alarde, um dos mais altos cargos concursados da República.
De família humilde, André é filho do casal Aurélio e Nilma de Souza Carvalho. Ele (já falecido), alfaiate nascido na Vila da Fumaça e ela, costureira, nascida em Bulhões. Moravam em frente à Igreja São Sebastião, ao lado do conhecido Bar do Élcio. Sem o pai desde os sete anos, foi criado pela mãe juntamente com seus irmãos: Yara, Jorge Luís e Kátia Valéria. Todos com formação superior (Comunicação, Economia e Direito, respectivamente). Dª. Nilma criou sozinha e com muitas dificuldades os quatro filhos, "costurando até altas horas da madrugada, em máquina de pedal, e no dia seguinte levantava-se cedinho para me levar em longa caminhada até a escola" nas palavras emocionadas de André na solenidade de posse. Na educação familiar, Dª Nilma priorizou aos filhos, com veemência e rigor, a religião, os estudos, a moral, a ética e a honestidade, dentre outros valores. Foi assim que o menino André formou sua forte personalidade, seu caráter e se preparou para ser hoje um julgador. A incansável e combativa Dª Nilma parou de costurar e continua a dar bons exemplos, dedicando parte de seu tempo ajudando seus semelhantes como voluntária na "Pastoral da Saúde" da Matriz de N.S. da Conceição. André fez os cursos regulares em escolas públicas de Resende: G.E. Olavo Bilac, João Maia e Souza Dantas, sempre com destaque pelas altas notas que alcançava. Antes de completar 16 anos foi para a Escola Preparatória de Cadetes (Campinas) e em 1986 graduou-se em 1º lugar como Bacharel em Ciências Militares da Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), tendo passado para a Reserva (a pedido) em 1999 com a patente de Capitão, quando assumiria o Comando da 14ª Cia. de Comunicação Mecanizada em Campo Grande (MS), para se dedicar ao estudo das Leis e ao Magistério, que já exercia no Exército (veja detalhes abaixo). O caminho rumo ao cargo de Ministro do Tribunal de Contas da União está aplainado. Parabéns André, agora você deixa de ser um ilustre desconhecido em Resende e se torna um maiúsculo Resendense Ilustre. 
Em tempo: Sua irmã, Yara, é casada com Salvatore Veltri, o popular Salvador da banca de jornais do "Alô", em Campos Elíseos. 

Conhecendo melhor o Dr. André Luís de Carvalho:
Naturalidade: Resende " RJ, nascido em 14 de julho de 1965.

Formação acadêmica

1. Bacharel em Direito pelo Centro Universitário Euroamericano, Brasília " DF: 2005.
2. Mestre em Aplicações Militares pela Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais, Rio de Janeiro " RJ: 1993. 
3. Bacharel em Ciências Militares pela Academia Militar das Agulhas Negras, Resende " RJ: 1986.

Histórico Profissional

1. Auditor (Ministro-Substituto) do Tribunal de Contas da União.
2. Analista de Controle Externo do TCU, de 1999 a 2008, tendo exercido as funções de Chefe de Gabinete do Ministro Augusto Nardes, em 2006/08, de Assessor do Ministro Guilherme Palmeira, em 2004/05, e de Assessor do Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha, em 2003.
3. Auditor (Conselheiro-Substituto) do Tribunal de Contas do Estado de Goiás, em 2000.
4. Capitão da reserva do Exército, foi nomeado Comandante da 14ª Companhia de Comunicações Mecanizada (Campo Grande " MS), em 1999, além de ter exercido as funções de: Chefe da Seção de Administração e Fiscal Administrativo no Parque Regional de Manutenção da 1ª Região Militar (Rio de Janeiro " RJ), em 1998/99; Instrutor do Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais na Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais (Rio de Janeiro " RJ), em 1995/97; Instrutor-Chefe do Núcleo de Preparação de Oficiais da Reserva na 5ª Companhia de Comunicações Blindada (Curitiba " PR), em 1994; Chefe de Operações, Chefe da Seção de Administração e Fiscal Administrativo na 5ª Companhia de Comunicações Blindada (Curitiba " PR), em 1992, Instrutor do Curso Avançado (2º Ano) da Academia Militar das Agulhas Negras (Resende " RJ), em 1989/91; e Comandante de Pelotão na 2ª Companhia de Comunicações Blindada (Campinas " SP), em 1987/88.

Experiência no exercício do Magistério

1. Universidade Católica de Brasília: professor do Curso de Direito, na disciplina Direito Constitucional.
2. Universidade de Brasília, Faculdade de Economia, Administração e Ciência da Informação e Documentação; Centro de Estudos Avançados em Governo e Administração Pública: professor de Direito Financeiro, de Direito Constitucional e de Direito Administrativo no curso de especialização em controle da gestão pública.
3.Fundação Getúlio Vargas: FGV Management, Brasília " DF: professor, desde 2002, de Controladoria do Setor Público no MBA em Controladoria e Finanças.
4. Associação Brasileira de Orçamento Público " ABOP: professor de Direito Administrativo e Controle Externo.
5. Instrutor do Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais, pós-graduação stricto sensu, da Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais (Rio de Janeiro " RJ), 1995/97.
6. Instrutor-Chefe do Núcleo de Preparação de Oficiais da Reserva na 5ª Companhia de Comunicações Blindada (Curitiba " PR), 1994.
7. Instrutor do Curso Avançado (2° Ano) da Academia Militar das Agulhas Negras (Resende " RJ), 1989/91.

Artigos publicados

1. "Súmula Vinculante n.° 3 do STF: considerações e alcance." Revista Âmbito Jurídico ISSN 1518-0360 41 " n° 41 " Ano X, maio de 2007.
2. "Municípios em território federal, e o auxílio ao controle externo?". Revista Âmbito Jurídico ISSN 1518-0360 41 " n° 41 " Ano X, maio de 2007.

Títulos honoríficos

1. Medalha Marechal Hermes, Aplicação e Estudo, Prata com duas coroas, por ter obtido o 1° lugar no curso da Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais e o 1°lugar no curso da Academia Militar das Agulhas Negras.
2. Medalha "Estrella Militar" das Forças Armadas, no grau de "Estrella Militar", outorgada pelo Ministro da Defesa Nacional da República do Chile, em 1989.
3. Medalha Militar de Prata com passador de Prata, por contar mais de dez anos de bons serviços prestados ao Exército Brasileiro, outorgada pelo Diretor de Cadastro e Avaliação, em 1990.
4. Medalha do Pacificador, outorgada pelo Comandante do Exército Brasileiro, em 25 de agosto de 2008.

Aprovação em Concursos Públicos

1. Auditor (Ministro-Substituto) do Tribunal de Contas da União " CESPE 2007: 1º lugar;
2. Procurador do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União " CESPE 2004: 2º lugar;
3. Auditor (Conselheiro-Substituto) do Tribunal de Contas do Distrito Federal " CESPE 2003: 1º lugar;
4. Conselheiro-Substituto do Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo " ESAF 2001: 5º lugar;
5. Analista de Controle Externo do Tribunal de Contas da União " ESAF 2000: 4º lugar;
6. Conselheiro-Substituto do Tribunal de Contas do Estado de Goiás " CESPE 2000: 2º lugar;
7. Analista de Controle Externo do Tribunal de Contas da União " CESPE 1999: 6º lugar.


Tribunal de Contas da União - Breve histórico:

A história do controle no Brasil remonta ao período colonial. Em 1680, foram criadas as Juntas das Fazendas das Capitanias e a Junta da Fazenda do Rio de Janeiro, jurisdicionadas a Portugal.
Em 1808, na administração de D. João VI, foi instalado o Erário Régio e criado o Conselho da Fazenda, que tinha como atribuição acompanhar a execução da despesa pública.

Somente a queda do Império e as reformas político-administrativas da jovem República tornaram realidade, finalmente, o Tribunal de Contas da União. Em 7 de novembro de 1890, por iniciativa do então Ministro da Fazenda, Rui Barbosa, o Decreto nº 966-A criou o Tribunal de Contas da União, norteado pelos princípios da autonomia, fiscalização, julgamento, vigilância e energia.
A Constituição de 1891, a primeira republicana, ainda por influência de Rui Barbosa, institucionalizou definitivamente o Tribunal de Contas da União, inscrevendo-o no seu art. 89. 

Finalmente, com a Constituição de 1988, o Tribunal de Contas da União teve a sua jurisdição e competência substancialmente ampliadas. Recebeu poderes para, no auxílio ao Congresso Nacional, exercer a fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da União e das entidades da administração direta e indireta, quanto à legalidade, à legitimidade e à economicidade e a fiscalização da aplicação das subvenções e da renúncia de receitas. Qualquer pessoa física ou jurídica, pública ou privada, que utilize, arrecade, guarde, gerencie ou administre dinheiros, bens e valores públicos ou pelos quais a União responda, ou que, em nome desta, assuma obrigações de natureza pecuniária tem o dever de prestar contas ao TCU.

Reportagem e Pesquisa: Fernando Lemos (MTb-RJ 16555)
Fontes: Site do Tribunal de Contas da União, DVD e CD de fotos da posse (TCU/SEMIT), entrevista com Dª Nilma de Souza Carvalho.
Colaboração: Rosamaria Rocha da Silva.




Nota: Postagem de nossa autoria publicada originalmente
no site "Resende Notícias" em 23/01/2009


sábado, 10 de janeiro de 2015

JORNAL NACIONAL "PAGA MICO" INTERNACIONAL!!!




Informação nem sempre confiável


A equipe do Jornal Nacional, o mais assistido noticiário da TV brasileira, produzido pela Rede Globo de Televisão, no açodamento da exclusividade que lhe é peculiar, acabou protagonizando um dos maiores "micos" da televisão mundial ao informar - e mostrar - um cartaz do que seria a próxima capa do jornal "Charlie Hebdo", vítima de atentado na França no último dia 7 de janeiro, e que praticamente dizimou a equipe de chargistas e cartunistas que produzia aquela publicação. 




Na edição da hoje do informativo global, o repórter e correspondente internacional André Luiz Azevedo mostrou a todos os jornalistas e repórteres presentes no saguão do "La Libération"; que cedeu espaço para que "os sobreviventes" do Charlie Hebdo possam editar a histórica edição - tiragem prevista de um milhão de exemplares - o que seria a primeira página da próxima edição. Aliás, o termo "Os Sobreviventes" deverá ser o tema da primeira edição após o atentado e que deverá circular já na  quarta feira que vem - 14 de janeiro.




Na verdade, a propalada "primeira página" era apenas a reprodução de uma edição de novembro de 2011, publicada em conjunto com o "La Libération" por conta de uma bomba incendiária que destruiu parte das instalações do jornal satírico à época, e que contou com a colaboração do "La Libération" para que não houvesse interrupção na circulação do "Charlie Ebdo".

Edição de novembro de 2011 mostrada como se fosse a próxima
do jornal satírico "Charlie Hebdo"

Para assistir ao vídeo da reportagem do Jornal Nacional (se é que ainda não foi editado ou retirado da página do JN), clique aqui.



Por: Fernando Lemos - 09/01/2014




sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Filhos de Gandhi: o pacifismo sob a ótica de Orwell


UM TEXTO ENXUTO, LÚCIDO E ATUALÍSSIMO

Mohandas Karamchand Gandhi


“O jeito mais fácil de terminar uma guerra é perdê-la.” (George Orwell)

Basta mencionar o nome Gandhi para que automaticamente muitos se lembrem do pacifismo como um meio para um fim nobre, que é a paz. “Olho por olho e o mundo acabará cego”, eis o resumo da doutrina gandhiana. Em muitos aspectos, essa doutrina remete aos ensinamentos de Cristo, que teria dito no famoso Sermão da Montanha: “Ouviste o que foi dito: olho por olho e dente por dente; Eu, porém, te digo que não resistas ao mau; mas se alguém te bater na tua face direita, oferece-lhe também a outra”. Em resumo, jogar fora a lex talionis e responder à violência com amor. O próprio Gandhi afirmara que “Cristo é a maior fonte de força espiritual que o homem até hoje conheceu”. E para ele, “a força de um homem e de um povo está na não-violência”.
Tudo isso parece, sem dúvida, muito bonito e nobre. Normalmente, aquele que propaga tais ideais adquire um ar de nobreza, de boa alma imbuída das mais belas virtudes. Quem poderia ser contrário à paz? Ocorre que a paz é uma finalidade, e existem diferentes meios para alcançá-la. Nem sempre o meio pacífico será o melhor. Muitas vezes será necessário, no mundo real, combater violência com violência, ou pelo menos com a ameaça de seu uso. Seria preciso combinar com o inimigo antes a estratégia de paz e amor. Afinal, para o pacifista retribuir chumbo com rosas, é crucial que ele esteja vivo acima de tudo. Mortos não costumam reagir a estímulo algum.
George Orwell foi, como jornalista, bastante realista. Em um artigo de 1948, chamado A Defesa da Liberdade, expressou sua opinião resumida sobre os métodos políticos de Gandhi, tendo como base o livro Gandhi e Stalin, de Louis Fischer: “Gandhi jamais lidou com um poder totalitarista. Lidava com um despotismo antiquado e um tanto vacilante, que o tratava de um modo razoavelmente cavalheiresco e lhe permitia a cada passo invocar a opinião pública mundial”.
Ele continua: “É difícil reconhecer como sua estratégia de greve de fome e desobediência civil poderia ser aplicada em um país onde os oponentes políticos simplesmente desaparecem e o público nada ouve além do que lhe permite o governo”. Ou seja: se Gandhi obteve algum sucesso com seu pacifismo romântico, isso se deveu ao fato de ser a Inglaterra do outro lado. Fosse um Stalin, por exemplo, e Gandhi seria apenas mais um mártir, um cadáver perdido numa pilha incontável. Não é preciso ficar na especulação: Dalai Lama adotou uma postura similar e isso nunca impediu que o povo tibetano fosse dizimado pelos chineses.
Um ano após o artigo de Orwell, Pablo Picasso estaria criando uma litografia para o cartaz do Congresso Mundial da Paz em Paris, que eternizou a pomba como símbolo dos pacifistas. Paradoxalmente, o evento era financiado pelos assassinos de Moscou. Picasso foi simpático ao comunismo, e chegou a ser agraciado com o Prêmio Lênin da Paz. Desconheço contradição maior que utilizar Lênin e paz na mesma expressão.
Os comunistas sempre fizeram muita propaganda pela paz, enquanto, na prática, foram sempre seus maiores inimigos. Tentavam monopolizar os fins para não terem que debater os meios, e desta maneira, todos que não compartilhavam dos seus slogans românticos eram belicosos ou assassinos em potencial. Foi assim que os comunistas franceses exortaram os soldados a abandonar seus postos poucas semanas antes de Hitler invadir a França. Oferecer a outra face para alguém como Hitler é o caminho certo para a destruição.
Ainda hoje nota-se que muitos seguem os passos de Gandhi, sempre reagindo com discursos lindos quando a escalada da violência é brutal. Basta dar carinho que os psicopatas assassinos poderão virar bons samaritanos. A impunidade permanece e o convite ao crime fica irresistível para os delinqüentes. Assim, os filhos de Gandhi saem às ruas com suas camisetas brancas na cruzada pela paz, já que cruzadas costumam valer mais pelo sentimento de bem-estar que incutem nos seguidores do que pelos resultados práticos concretos. Os criminosos agradecem. Olho por olho, e a humanidade acabará cega. Olho por rosas, e somente uma parte da humanidade acabará cega: a parte boa.
Texto presente em “Uma luz na escuridão”, minha coletânea de resenhas de 2008.
Rodrigo Constantino



domingo, 8 de junho de 2014

TAÇA JULES RIMET: Uma gloriosa, triste e vergonhosa história.


O orgulho nacional do futebol brasileiro estava materializado em um símbolo que há 33 anos deixou de estar sob o domínio da nação mais vitoriosa no esporte. 
O sumiço da taça Jules Rimet, roubada facilmente da sede da CBF no Rio de Janeiro em dezembro de 1983, por descuido e  total falta de desvelo da entidade máxima do nosso futebol, e que foi posteriormente derretida por um argentino; é uma vergonha incomensurável para a "pátria de chuteiras" ou "o país do futebol". 
Criada em 1929 pelo então presidente da Fifa, Jules Rimet para ser disputada por países do mundo inteiro, se tornaria domínio definitivo daquele que vencesse o torneio por 3 vezes. E o Brasil conquistou esse direito em 1970 no México, depois de vencer as copas de 1958 na Suécia e 1962 no Chile.
Naquele tempo não existia ainda o padrão FIFA (bilhões de reais) na disputa das Copas, mas apenas o simples e humilde padrão FUTEBOL. E hoje a grande mídia divulga e promove a copa de 2014 aqui no Brasil contando estórias e mais estórias da vida dos jogadores, nos entupindo de comerciais de patrocínio, mas não menciona nada sobre o criador do torneio, não lhe dedica uma simples e merecida homenagem como se ele não existisse, e trata da mesma forma a triste e vergonhosa história do fim melancólico de nosso maior símbolo de conquista futebolística: A TAÇA JULES RIMET.  

Foto da Taça Jules Rimet  - (Museu do Futebol)

Em 1983, a taça do tri campeonato mundial foi roubada da sede da CBF, para vergonha e tristeza nacional e escândalo vexaminoso internacional.

Os ladrões achavam que tinham conseguido arranjar dinheiro fácil. Não imaginavam que todos, sem exceção, estavam se metendo numa estranha história de mortes, prisões, torturas e humilhações. 

Durante um jogo de baralho num Bar de Santo Cristo, bairro na zona portuária do Rio de Janeiro, Sérgio Pereira Ayres, o Peralta, tentou convencer Antônio Setta, sujeito afeito a pequenos furtos, a participar de um roubo. Não seria um crime comum. O objetivo era pegar a Taça Jules Rimet e seu 1,8 quilos de ouro. 
Gerente de banco e dizendo-se representante do Atlético Mineiro (fato negado pelo clube), Peralta conhecia o prédio da entidade, no centro do Rio de Janeiro. Sabia também que haviam duas taças. A réplica, guardada num cofre, e a original, exposta na sala de troféus. Como pareciam especialistas em idiotices, os cartolas da CBF, além da bestice de guardar a réplica no cofre e deixar a original em exposição, ainda mandaram fazer uma caixa de vidro à prova de balas, mas com o fundo preso, com pregos, na parede. Mas, Antônio Setta recusou o "serviço". Lembrou do irmão que morreu de infarto na final da Copa de 1970. 
Dois meses depois, a noticia sobre o roubo da taça se espalhou pelo país. Ao encontrar um policial seu conhecido numa roda de jogo, Setta passou a bola. Ele contou que Peralta planejara o serviço. Peralta tinha 35 anos na época, era solteiro e morava em Santo Cristo. E foi na mesa de carteado, onde Setta recusara o convite, que Peralta encontrou os dois cúmplices de que precisava: José Luiz Vieira da Silva, o Luiz Bigode, e Francisco José Rocha Rivera, o Chico Barbudo. Bigode era decorador e Chico Barbudo fazia bicos comprando e vendendo ouro. Na noite de 19 de dezembro de 1983, Barbudo e Bigode, seguindo orientação de Peralta, roubaram a Taça Jules Rimet e mais 3 peças da sede da CBF. 


"Fac símile" de jornal da época. (Foto web)

As quatro peças roubadas da CBF  na noite de 19 de dezembro de 1983.

Na véspera, o futebol entrara de férias pelo país afora e aquela noite de segunda feira tinha tudo para ser bem calma na rotina de João Batista Maia, vigia do prédio da Confederação Brasileira de Futebol, na rua da Alfândega, 70, no centro do Rio. Por volta das 21 horas, tudo mudou. Dois homens renderam o vigia Maia, que foi amordaçado, amarrado e teve os olhos vendados com esparadrapo. De posse das chaves das salas, os dois ladrões subiram aos 9º andar, onde ficava a Taça. Ela estava protegida por uma caixa de vidro à prova de balas, mas com o fundo pregado na parede com apenas 4 pregos. Um pé de cabra resolveu a questão. Barbudo e Bigode pegaram a "Jules Rimet", mais outras duas taças (Independência e Equitativa), um troféu (Jarrito de Ouro) e fugiram. A ação não durou mais que 20 minutos. Ambos teriam se encontrado com Sérgio Peralta, autor intelectual do crime, e, em data incerta até hoje, repassaram o troféu para Juan Carlos Hernandes, o argentino dono de uma loja de comércio de ouro. No seu escritório, Hernandes tinha o equipamento necessário para derreter a taça. Mas ele só podia fundir no máximo 250 gramas por vez. O jeito foi cortar a Jules Rimet em pedaços. Assim foi feito numa operação que durou menos de sete horas. Derretida, a taça virou barras de ouro e desapareceu para sempre. 


Charge: Diogo - Jornal da Tarde
Sob pressão de seus superiores, que queriam a solução rápida de um caso com repercussão mundial, os policiais ficaram entusiasmados quando Setta denunciou Peralta. No dia 25 de janeiro de 1984, Peralta foi preso quando andava na Avenida Beira Mar, Zona Sul do Rio de Janeiro. Ele teve seu rosto coberto por um capuz, jogado no chão de um carro e levado para um lugar desconhecido onde ficou três dias sem comer. Foi torturado. Peralta, Bigode e Barbudo, mentor e executores foram presos. Mas, onde estava a taça? Com eles não estava. Havia, portanto, um receptador na história, alguém que ficara com a mercadoria roubada. Em fevereiro de 1984, doze policiais invadiram uma loja de comércio de ouro, no centro do Rio. Curiosamente, um mês antes , o estabelecimento mudara a razão social para o sugestivo nome de “Aurimet”, que, numa leitura livre, podia ser a combinação de “AURI” (prefixo de ouro), e “RIMET” (de Jules Rimet). O nome antigo era J. C. Hernandes, de Juan Carlos Hernandes, o argentino que costumava negociar com Chico Barbudo e que fora acusado por este de ter ficado com o troféu. Na verdade, ninguém tinha mais a taça do tri. Ele fora cortada, derretida e passada para frente. Acabara. Depois de alguns meses na prisão, em 1984, o quarteto passou a acompanhar o processo em liberdade. Em 1988, veio a sentença. Para Peralta, o mentor, cinco anos de cadeia. Para os ladrões, seis anos. Para o receptador, três anos. Logo após o anúncio, o quarteto desapareceu. Peralta somente foi preso em 1994, em Cabo Frio. Foi para o presidio Esmeraldino Bandeira, em Bangú. Em setembro de 1998 ganhou liberdade condicional. Chico Barbudo não ficou muito tempo foragido. No dia 28 de setembro de 1989, ele foi assassinado num bar, em Santo Cristo. Em dezembro de 1985, Antônio Setta, o alcagüete, foi vítima de um acidente automobilístico fatal, próximo à Lagoa Rodrigo de Freitas. Setta tinha uma audiência no tribunal naquela semana. Luiz Bigode foi capturado pela Policia em 1995. Passou três anos trancafiado em Bangú e, em 1998 vivia em regime semi aberto na Colônia Agrícola de Magé. Preso por policiais ao desembarcar na Rodoviária de São Paulo, Juan Carlos Hernandes, foi reconhecido pelo delegado Marcelo Itagiba da Divisão de Repressão e Entorpecentes da Policia Federal. Hernandes se juntou ao destino dos seus outros três comparsas no crime. Nenhum ficou rico, todos perderam o que tinham na época do escândalo e garantem ter sido torturados pela policia. Um deles morreu assassinado. Outro cumpre pena na Colônia Agrícola de Magé, no Rio de Janeiro. Hernandes foi transferido para uma cela com outros 27 presos na Politer carioca. O quarto acusado de ser o mentor do sumiço, vive hoje em liberdade condicional, mas sabe que uma espécie de maldição persegue os envolvidos no escândalo.


Acima, a esquerda, Sérgio Pereira Ayres, o "Peralta" - um dos ladrões da Taça

Foto: Kodak institucional

Carlos Alberto Torres - O "Capitão do Tri" posa com a taça.

Atualização: 02/08/2014 - Novas Fotos

1930 - Francês Jules Rimet à esq. presidente da Fifa entrega o troféu da primeira Copa do Mundo a Raul Jude presidente da Federação Uruguaia de Futebol


A taça Jules Rimet original era assim.


Fonte: Reportagem de Rogério Daflon para a Revista Placar, 1988.
Do blog: ICH LIEBE FUSSBALL
Editado por Fernando Lemos


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