***RUI BARBOSA***

***RUI BARBOSA***
"De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto." (Senado Federal, RJ. Obras Completas, Rui Barbosa. v. 41, t. 3, 1914, p. 86)
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quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Grammar and Vocabulary of Tupi Language by John Luccock -1820




Gramática e Vocabulário Tupi de John Luccock - 1820 - 

Livro histórico sobre a gramática e significado das palavras da língua Tupi falada pela maioria dos indígenas brasileiros e sul americanos. Alfabeto dos índios, nomes de animais e plantas do Brasil Colonial. Primeira parte em Inglês. Um documento valioso e indispensável para o estudo de história e línguas que certamente será de grande valia para aqueles que se interessam pelo assunto.





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sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Filhos de Gandhi: o pacifismo sob a ótica de Orwell


UM TEXTO ENXUTO, LÚCIDO E ATUALÍSSIMO

Mohandas Karamchand Gandhi


“O jeito mais fácil de terminar uma guerra é perdê-la.” (George Orwell)

Basta mencionar o nome Gandhi para que automaticamente muitos se lembrem do pacifismo como um meio para um fim nobre, que é a paz. “Olho por olho e o mundo acabará cego”, eis o resumo da doutrina gandhiana. Em muitos aspectos, essa doutrina remete aos ensinamentos de Cristo, que teria dito no famoso Sermão da Montanha: “Ouviste o que foi dito: olho por olho e dente por dente; Eu, porém, te digo que não resistas ao mau; mas se alguém te bater na tua face direita, oferece-lhe também a outra”. Em resumo, jogar fora a lex talionis e responder à violência com amor. O próprio Gandhi afirmara que “Cristo é a maior fonte de força espiritual que o homem até hoje conheceu”. E para ele, “a força de um homem e de um povo está na não-violência”.
Tudo isso parece, sem dúvida, muito bonito e nobre. Normalmente, aquele que propaga tais ideais adquire um ar de nobreza, de boa alma imbuída das mais belas virtudes. Quem poderia ser contrário à paz? Ocorre que a paz é uma finalidade, e existem diferentes meios para alcançá-la. Nem sempre o meio pacífico será o melhor. Muitas vezes será necessário, no mundo real, combater violência com violência, ou pelo menos com a ameaça de seu uso. Seria preciso combinar com o inimigo antes a estratégia de paz e amor. Afinal, para o pacifista retribuir chumbo com rosas, é crucial que ele esteja vivo acima de tudo. Mortos não costumam reagir a estímulo algum.
George Orwell foi, como jornalista, bastante realista. Em um artigo de 1948, chamado A Defesa da Liberdade, expressou sua opinião resumida sobre os métodos políticos de Gandhi, tendo como base o livro Gandhi e Stalin, de Louis Fischer: “Gandhi jamais lidou com um poder totalitarista. Lidava com um despotismo antiquado e um tanto vacilante, que o tratava de um modo razoavelmente cavalheiresco e lhe permitia a cada passo invocar a opinião pública mundial”.
Ele continua: “É difícil reconhecer como sua estratégia de greve de fome e desobediência civil poderia ser aplicada em um país onde os oponentes políticos simplesmente desaparecem e o público nada ouve além do que lhe permite o governo”. Ou seja: se Gandhi obteve algum sucesso com seu pacifismo romântico, isso se deveu ao fato de ser a Inglaterra do outro lado. Fosse um Stalin, por exemplo, e Gandhi seria apenas mais um mártir, um cadáver perdido numa pilha incontável. Não é preciso ficar na especulação: Dalai Lama adotou uma postura similar e isso nunca impediu que o povo tibetano fosse dizimado pelos chineses.
Um ano após o artigo de Orwell, Pablo Picasso estaria criando uma litografia para o cartaz do Congresso Mundial da Paz em Paris, que eternizou a pomba como símbolo dos pacifistas. Paradoxalmente, o evento era financiado pelos assassinos de Moscou. Picasso foi simpático ao comunismo, e chegou a ser agraciado com o Prêmio Lênin da Paz. Desconheço contradição maior que utilizar Lênin e paz na mesma expressão.
Os comunistas sempre fizeram muita propaganda pela paz, enquanto, na prática, foram sempre seus maiores inimigos. Tentavam monopolizar os fins para não terem que debater os meios, e desta maneira, todos que não compartilhavam dos seus slogans românticos eram belicosos ou assassinos em potencial. Foi assim que os comunistas franceses exortaram os soldados a abandonar seus postos poucas semanas antes de Hitler invadir a França. Oferecer a outra face para alguém como Hitler é o caminho certo para a destruição.
Ainda hoje nota-se que muitos seguem os passos de Gandhi, sempre reagindo com discursos lindos quando a escalada da violência é brutal. Basta dar carinho que os psicopatas assassinos poderão virar bons samaritanos. A impunidade permanece e o convite ao crime fica irresistível para os delinqüentes. Assim, os filhos de Gandhi saem às ruas com suas camisetas brancas na cruzada pela paz, já que cruzadas costumam valer mais pelo sentimento de bem-estar que incutem nos seguidores do que pelos resultados práticos concretos. Os criminosos agradecem. Olho por olho, e a humanidade acabará cega. Olho por rosas, e somente uma parte da humanidade acabará cega: a parte boa.
Texto presente em “Uma luz na escuridão”, minha coletânea de resenhas de 2008.
Rodrigo Constantino



sábado, 15 de junho de 2013

RUA PADRE MANOEL DOS ANJOS - Uma Releitura da História de Resende


Rua Padre Manoel dos Anjos esquina com a Rua do Rosário - 14/06/2013


                É recorrente para quem pesquisa história, começar uma busca e se deparar com detalhes que nada tem a ver com o que se quer saber. E foi assim, pesquisando não sei nem mais o que, que observei um detalhe interessante sobre o padre mencionado no título deste texto, e (embora surpreso) tive a certeza de que tivemos dois padres com idades e nomes  assemelhados, mas que ficou registrado errônea e injustamente na história que se ensina e se publica, como apenas um, que recebe as homenagens que devem ser prestadas a outro. Senão vejamos:

1- Padre Manuel Seraphim dos Anjos (Prestou serviços em Resende entre 1807 e 1819):
Segundo Itamar Bopp em seu livro de 1973 (Notas Genealógicas de Vigários e Padres na Paróquia de Resende, Casamentos de 501 a 602 e 701), esse padre nasceu na Vila de Sorocaba,  e foi batizado em 1765, e seria ele o padre homenageado com o nome da rua no bairro Lavapés. Foi esse cidadão ordenado padre em 26/04/1787, aos 22 anos ou em 1796 (31 anos). Mas, curiosamente, o genealogista não faz neste seu livro nenhuma referência à fundação da Santa Casa de Resende (outrora Casa de Misericórdia) por este padre. Diz apenas que: “...cuja lembrança se eterniza em inequívocas demonstrações do seu valor...”  (pag.37) e que “...devia ser muito querido das famílias importantes da época ...” pois realizou os casamentos do Comendador Bento de Azevedo Maia[¹] e outras figuras de destaque na época (Bento Maia se casou em 11/06/1808). De fato, encontrei diversos registros de casamentos e batizados realizados por esse padre em outro livro do mesmo autor, editado pelo Instituto Genealógico Brasileiro em 1971 (Casamentos na Matriz de Resende – 300 a 500), mas nenhuma referência ao trabalho dele junto à Santa Casa de Misericórdia Resende, fundada em 1835; quando Manuel Seraphim dos Anjos já estaria com 70 anos completos, considerando-se ter nascido no ano de seu batismo, 1765. Itamar Bopp também não faz referência no primeiro livro acima citado, sobre a cor e como vivia esse Manoel dos Anjos, mas dá grande destaque para o bairro Lavapés e a rua em questão.
Acho no mínimo estranho a falta dessas informações no livro de um genealogista cuidadoso e minucioso como era Itamar Bopp, pois em fichas de seu arquivo de anotações, existem esses detalhes anotados,  e numa delas, foi riscado (na ficha) o detalhe da cor “preta” (ficha 2252-v) e está anotado ainda que “... nome [da rua] dado pelo povo por residir naquele local o Padre Manoel dos Anjos, preto, que veio de Areas, com fama de construtor e de entendido em construções de Igrejas.” Aí cabe a pergunta: Porque Itamar Bopp omitiu essas informações no seu livro de 1973 se ele as possuía? No mínimo, estranho. Talvez por dúvida, já que na ficha 2394-v ele anotou claramente a relação deste Manuel Seraphim dos Anjos com a fundação da Santa Casa.
Curiosamente, esse padre ministrou os sacramentos somente até por volta de 1819, não tendo batizado o Dr. João Maia, mas suas irmãs Escolástica (1813) e Ana Claudina (1817).
Como o Dr. João Maia nasceu em 1820 e não recebeu os Santos Óleos pelo Padre Manuel Seraphim dos Anjos, deduzo que não o fez porque o mesmo talvez já tivesse sido transferido para outra paróquia. Não encontrei (até aqui) registro do destino final desse padre, nem outros registros de casamentos ou batizados com datas posteriores a 1819[²].

[¹] – Manuel Seraphim dos Anjos estava com 43 anos quando efetuou o casamento do Comendador Bento de Azevedo Maia.
[²] - Registro de um batizado à pag. 102 do livro de 1971 acima mencionado  (Casamentos de 300 a 500) – “Bento – 02-II-1819” – Padrinhos: Comendador Bento de Azevedo Maia e esposa.

2- Padre Manuel dos Anjos Barros (Prestou serviços em Resende entre 1835 e 1840):
Dá-nos notícia, o Dr. João de Azevedo Carneiro Maia, em seu livro “Notícias Históricas e Estatísticas do Município de Rezende Desde a sua Fundação”  (Tipografia da Gazeta de Notícias, 1891. E  2ª edição Prefeitura Municipal de Resende/Conselho de Cultura, 1986, com o título “Do descobrimento do Campo Alegre até a criação da Vila de Resende”), de que esse foi o padre que organizou, administrativamente e de fato fundou a Casa de Misericórdia de Resende em 1835, tendo também criado a Irmandade respectiva. Isso pode ser lido com toda clareza nas páginas 200 a 203 do livro de 1891; e  124/125 do livro reeditado em 1986 (2ª Edição). Conforme se vê ali o padre Manuel dos Anjos Barros, foi convidado para fazer esse trabalho em 1835, e o realizou com sucesso.  Mas o autor não menciona que esse foi o padre que casou seus pais, o Comendador Bento de Azevedo Maia. Não menciona esse detalhe pelo simples fato de que não foi esse o padre que casou seus pais e batizou suas irmãs. Se fosse o mesmo, certamente não teria omitido esse detalhe.
Além disso, o Dr. João Maia detalha que, as notícias biográficas sobre esse sacerdote vêm das “...que ficaram na memória de poucos contemporâneos. Era natural de São João Del Rei, província de Minas Gerais; de cor preta, mas nascimento livre. (...) Depois de ordenar-se, veio para a vila de Areias, não se sabe em que tempo, e de lá para Resende, na época que já referimos. Extremamente pobre, mal trajado, quase descalço, sua abnegação era tal que tudo quanto recebia de suas missas, repartia com os necessitados. (...) “...vindo a falecer em 1840 ou 1841, de uma anasarca, na idade de setenta anos, mais ou menos...”.
Ora, fica patente que são pessoas distintas, de épocas e missões diferentes por nossas terras, pois se se tratasse da mesma pessoa, além da igualdade dos  sobrenomes (dos Anjos), certamente João Maia não deixaria de mencionar isso. E o mais curioso, é que Itamar Bopp sabia desses detalhes (provavelmente tirados do livro de João Maia) mas não os mencionou na pequena biografia que publicou sobre o Manuel Seraphim, a quem dedica (erroneamente, em minha opinião) o nome da rua. Basta ver a ficha de anotações nº 2070 do próprio Bopp (frente e verso) para se ter certeza disso.

Somente a título de informação: Não encontrei no livro do Cel. Alfredo Sodré (Resende Cem Anos de Cidade – Vol. I) e nem no do Bopp com o mesmo título, a anotação de 1873 sobre o nome da rua, que teria sido concedido pela Câmara Municipal.
E é de suma importância observar que o Dr. João Maia conviveu com o padre Manuel dos Anjos Barros, visto que, nascido em 1820; em 1835 (data de criação da Casa de Misericórdia) tinha o mesmo, 15 anos; e um ano depois, com apenas 16 anos, foi para São Paulo cursar direito na prestigiada Faculdade de Direito de São Paulo, conhecida também como a Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, fundada em 11 de agosto de 1827 por Lei Imperial . Dotado de precoce sapiência, dedicação aos estudos e memória extraordinária, não teria o Dr. João Maia se lembrado do padre que casou seus pais? Aliás, outro detalhe importante é que o próprio Comendador Bento de Azevedo Maia (que se casou em 1808 conforme dito no tópico acima), um dos fundadores da Casa de Misericórdia em 1835 e pai do Dr. João Maia; também foi contemporâneo do Manuel dos Anjos Barros, pois faleceu em 1859, aos 75 anos. Teria esse detalhe passado despercebido pelo autor (e seu pai), caso fosse esse o mesmo padre que casou seus genitores? Evidentemente que não. Não teria o pai comentado com o filho que esse era o mesmo padre que havia realizado o seu casamento em 1808? Evidentemente que sim!  
Pesquisando mais profundamente, encontrei até aqui, a muito custo e paciência, um registro de sacramento ministrado por Manuel dos Anjos Barros. Trata-se do casamento de Leonor de Souza Barros com Antonio Pinto Coelho de Souza Barros, realizado aos 07 de agosto de 1835 (ano da fundação da Casa de Misericórdia), “com provisão do Reverendo Vigário da Vara, Antonio Maria Ribas Sandim”, tendo por testemunhas, o vereador Padre Francisco do Carmo Froês e Domingos Gomes Jardim, os mesmos que, em 04 de abril de 1829 sugeriram a criação da Casa de Misericórdia através de subscrição popular. É um registro importante pois demonstra que o Padre Manuel dos Anjos Barros veio para Resende com a missão única de fundar e organizar a Casa de Misericórdia, e  só podia ministrar sacramentos mediante provisão superior. Por isso é tão difícil encontrar anotações dos atos sacramentais desse padre nos livros de genealogia do Itamar Bopp. Este registro está na pág. 97 (casamento 434, filho 2) do livro de 1971, já mencionado acima (Casamentos de 300 a 500).

Placa afixada na esquina com a Rua do Rosário


E assim, baseado nos documentos acima mencionados, concluí que tivemos dois padres com nomes e idades semelhantes, mas que serviram a Resende em épocas diferentes; e não apenas um Manoel dos Anjos, cujo nome correto seria, nos dois casos, Manuel.
Concluí também que; pela obra de cada um,  a Rua Padre Manoel dos Anjos no bairro Lavapés, homenageia o fundador da Santa Casa e sua Irmandade: MANUEL DOS ANJOS BARROS, o pobre e abnegado padre negro, de São João Del Rei (MG) e não  Manuel Seraphim dos Anjos, de Sorocaba (SP).

Espero que este trabalho de pesquisa seja utilizado para se corrigir um lamentável engano, e que se faça justiça por meio desta verdade histórica, corrigindo-se (via Câmara Municipal de Resende) o nome da rua em questão para Padre Manuel dos Anjos Barros.



Fernando Lemos – 15/06/2013 às 00:26h

(Jornalista e Pesquisador de História)

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

O Museu do Índio, A Confederação dos Tamoyos e a Kari-Oca 92. ACORDA CABRAL!!!




Por Marcos Terena - Via Facebook

"Domingo eu vou ao Maracanã, Torcer pelo time que sou fã....." - assim dizia um velho samba em alusão ao ex-Templo do Futebol ou o Maior Estádio do Mundo....
Durante a Rio-92 organizamos o maior evento mundial sobre meio ambiente, a Kari-Oca. Tudo nasceu ali junto ao Maracanã, na praça das Bandeiras onde sempre, até hoje, tem enchente. Talvez o engenheiro do branco achou que o asfalto seria mais forte que a água de um rio que também se chama Maracanã...
Agora as vésperas da Copa do Mundo, Cabral reaparece (sempre trapalhão - o de ontem e o de hoje), tentando destruir outro templo, o templo da memória, da cultura indígena que antes abrigava o Museu do Índio. Cabral não conhece a força do Índio. Não é uma força física, é uma força que vem com o canto, a dança e o soar das maracás. É a força espiritual....
Foi no Rio de Janeiro, que surgiu o maior movimento indígena de toda a história: a Confederação dos Tamoios, e para apagar essa parte da história do povo carioca, construíram de frente pro mar no Flamengo uma Pirâmide em homenagem ao maior matador dos Tamoios, Estácio de Sá.
Dia 20 de Janeiro é o aniversário do Rio de Janeiro.
Mais do que nunca é preciso juntar as forças do negro, do branco e do Índio. Essa luta representa o espírito do Kari-Oca que canta o morro, a favela, a zona sul sob o olhar do Cristo Redentor.
O prédio do antigo Museu do Índio não é apenas um prédio velho. Ele representa o Memorial do Índio no Rio de Janeiro. Deve ser parte da Copa do Mundo e das Olimpíadas de 2016, como símbolo do respeito as primeiras nações e a Mãe Terra.
Nós Indígenas vamos ser partes desses dois eventos no Brasil para ensinar que antes de competir, é preciso celebrar.
...CABRAL, CAI NA REAL: ÍNDIO TAMBÉM É GENTE...PERGUNTE AO SEU PAI!!!


MARCOS TERENA - é fundador do Ministério da Cultura no Brasil - 1985


  • MARCOS TERENA é Guerreiro Xumono, Piloto de Aeronaves, Escritor e Comunicador Indígena. Coordinó la Conferencia Indigena Mundial sobre Desarrollo y Sustentabilidad - RIO+20 - KARI-OCA.2012 Fundador do 1º movimento indigena no Brasil - UNIND - União das Nações Indigenas; Criador da Voz do Indio, programa de rádio em 1985; Comentarista Indígena do Jornal de Vanguarda - TV Band; Coordenador da Cumbre Mundial dos Povos Indigenas - RIO.92; Organizador do Diálogo dos Pajés; Idealizador do Jogos dos Povos Indigenas; Membro da Comissão Brasileira de Justiça e Paz; Membro do Conselho da Fundação Palmares; Membro do Conselho da Fundação Darcy Ribeiro; Professor da Cátedra Indigena Internacional; Membro do Comite Intertribal - ITC; Membro do Conselho da ANDI; Membro do Conselho Editorial do Tierramerica; Membro do Conselho Editorial do Jornal Folha do Meio Ambiente; Membro da Coalizão Internacional Land is Life; Membro de la Iniciativa Indigena por la Paz; Conselheiro Indígena Terena.
  • Mora em Brasília
  • Nasceu em 15 de julho
  • Fala Língua terena, Língua inglesa e Língua Espanhola

    Colaboração Especial: Sonia Maria Pereira Pozzato.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

RIO +20: RESENDE SERÁ TEMA DE PALESTRA!!!


O biólogo resendense Luciano Moreira Lima fará amanhã (22/06/2012) na Rio +20 uma palestra abordando a questão da preservação do Banhado da Turfeira (Banhado da Kodak ou Brejão da Kodak), área úmida ameaçada pela construção de uma indústria em seu entorno sem o devido Estudo de Impacto Ambiental. Se você se interessa e se preocupa realmente com o meio ambiente; opine, compareça e prestigie essa inédita iniciativa. Veja a programação abaixo:

CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIAR


MOVIMENTO "S.O.S LAGOA DA TURFEIRA"



terça-feira, 12 de junho de 2012

Resende 1898 - "Tudo como dantes..."


O pequeno texto abaixo, extraído do livro de Itamar Bopp*, nos leva a uma viagem pelo tempo e a certeza de que na política, quase nada muda com o passar dos anos. E assim a história vai nos ensinando e se repetindo... 

Ilustração: Rui Barbosa (centro) sobre um automóvel é cercado pela multidão.                           Foto: Revista "A Cigarra" do blog Iba Mendes 


" Irrompe o dissídio entre as correntes político-partidárias do Município. O governo do Estado prestigia a facção dirigida pelo deputado estadual Dr. Alfredo Whately e hostiliza a facção adversa, orientada pelo também deputado estadual Dr. Cunha Ferreira. Em consequência, é nomeado o Dr. Oliveira Botelho delegado de polícia do Município. Intervem próceres da policia central e estabelece-se um "modus-vivendi" no Município. Firma-se a primeira "coligação", que aliás pouco perdurou. Caminhava-se para uma eleição municipal. Convieram os paredros levar às urnas chapa mista. À undécima hora, fracassou o acordo. Por grande maioria, foram eleitos vereadores os Drs. Cunha Ferreira e Bruno Nora, da mesma facção partidária. Os adversários, alegando nulidade, recorrem para o Tribunal da Relação que, dando provimento ao recurso, manda proceder a nova eleição. Em consequência, renova-se a crise politico-partidária local. A esse tempo tendo-se exonerado o Dr. Oliveira Botelho, da função policial, é nomeado delegado o tenente Cavalcante, da polícia fluminense. A crise reflete-se na Câmara. Designando os Drs. Oliveira Botelho e Eduardo Cotrim (facção Whately) às funções de presidente e vice-presidente da Câmara, são eleitos em substituição, para os respectivos cargos, os vereadores Alfredo Amorim e Salvador Leite (da facção Cunha Ferreira). Assim termina no cenário político local o ano de 1898."

*Fonte: Bopp, Itamar: Resende - Cem Anos de Cidade  1848 / 1948. Gráfica Sangirard - 1978 

Comento: "Tudo continua como dantes, no quartel de Abrantes".
E um detalhe interessante para meditar: Hoje, um é nome de praça (Oliveira Botelho); e o outro (Cunha Ferreira), nome de rua. Ambos os logradouros no Centro Histórico. Onde termina uma, começa a outra... Ou vice-versa.


quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

É Natal!

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(Alguém se lembra do Gilberto Izoldi?)



Ilustração - Presépio montado em Garachico - Ilha da Madeira - Portugal

Ilustração - Presépio montado em Garachico - Ilha da Madeira - Portugal



É Natal!
Por: Fernando Lemos   (02/12/2004) 

Andando por Campos Elíseos nesta tarde do dia 2 de dezembro, pude sentir o espírito natalino das compras no ar... Quinta-feira e o movimento de gente no calçadão já começa a impressionar... Compras, compras e mais compras...Veio-me à lembrança, instantaneamente, o “Seu” Gilberto e seu presépio.
Gilberto Izoldi era uma pessoa simples, que trabalhava com mármore na confecção de lápides. Um de seus filhos (ou seria irmão? Não tenho certeza.) era mudo e por isso todos o tratavam, obviamente, por “Mudinho”. Era o Mudinho que talhava as lápides com  maestria, precisão e paciência; deixando um pouco de tempo livre para o “Seu” Gilberto preparar o presépio.
Era uma obra de arte, aquilo... E nos enchia os olhos de alegria, e o coração de emoção.
Ele montava o presépio debaixo de uma enorme mangueira, no quintal da sua casa na Rua Timburibá, perto do C.C.R.R. e era tudo movido a água (menos a luz, é claro!). Ele tentava reproduzir com fidelidade, a cidade de Belém na época de Jesus.
 As casinhas, as ruas de areia pintada, os rios, o céu azul salpicado de estrelinhas prateadas iluminadas por pequenas e fracas lampadinhas e uma enorme estrela de Belém, com sua calda indicando o local do nascimento de Jesus. Os campos, onde os animais pastavam, remexendo as cabeças ao sabor do vento, as moendas e o pilão d’água da época, movidas por bois e cavalinhos que rodopiavam dia e noite sem parar. Até os morros da cidade ele fazia... Tudo muito bem detalhado. No meio deles, a gruta onde repousava o Menino Jesus, cercado pela Santa Família, pelos animais e naturalmente, pelos Reis Magos, com suas oferendas ao Menino Deus! Os bonecos eram de barro, cerâmica, e uns poucos em plástico. O resto era feito de papel pintado (que imitavam as pedras com perfeição) e madeira aproveitada de caixinhas de uva. Tudo em miniatura.
Mas o que mais impressionava, além do tamanho do presépio (devia medir cerca de 5x4 metros mais ou menos e a cada ano crescia um pouquinho) era o movimento das águas. Os rios e riachos eram de água mesmo gente! Não era espelho não! E corriam, faziam pequenas cachoeiras, passavam por fazendas, onde moviam os moinhos; debaixo das pontes, onde barquinhos pareciam navegar de verdade e nos faziam sonhar. Tudo feito de improviso, mas com muito capricho e esmero.
A iluminação era perfeita (naquele tempo não existiam essas pisca-piscas modernas). Ele usava pequenas lâmpadas que davam um ar sempre noturno e realista ao presépio.
Mas... Como ele fazia isso? Simples... Durante o ano, o local do presépio (que era coberto de telhas e cercado por tela, dessas de galinheiro mesmo) ficava envolto num pano branco. E ai de quem tentasse dar uma “olhadinha” fora da época... O homem virava fera!  Então, protegido dessa forma, e usando toda a sua criatividade, seus dons artísticos e muita paciência; cada dia ele trabalhava um pouquinho na sua obra. Sei disso, porque morava bem pertinho, na esquina da Eduardo Cotrim, onde hoje funciona o Museu da Imagem e do Som. Assim, tinha o privilegio de observar como as coisas aconteciam.
Quando chegava a época do Natal, ele retirava o pano que envolvia todo o presépio, e sua casa virava uma atração. Quase todos que vinham às missas natalinas, passavam pelo seu presépio. E se admiravam. Dá pra imaginar como nós, crianças, ficávamos?! Realmente era emocionante! E tudo que ele queria “de paga”, era ver a alegria das pessoas admirando sua obra. Só isso... Nada mais...
Anos 50, início de 60... Bons tempos, aqueles...
Mas...Como na vida nada é eterno; um dia “Seu” Gilberto partiu pra fazer parte de outro presépio, talvez representando um dos Magos que presenteiam o Menino. E sua obra terrestre foi desativada. Algumas peças eu reconheci no presépio que é montado anualmente na Igreja Matriz. Acho que a família as doou para a Igreja. Quem quiser, é só dar uma passadinha lá e vai sentir um pouquinho dessa magia...

Obrigado “Seu” Gilberto, pelos muitos natais simples, porém alegres e inocentes que nos proporcionou evocando tão somente a lembrança de que NATAL é comemoração do nascimento do Menino Jesus!


sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Caminhada da Paz - 04/12/2011 - Resende (RJ)


Assista ao Vídeo e veja como foi a 11ª Edição

Caminhantes da Paz chegam em Vargem Grande - Resende - RJ
Por Fernando Lemos - 09/12/2011

A "Caminhada da Paz" é um evento anual que se realiza em Resende (RJ) e tem por finalidade promover "a paz no mundo" tendo por base o amor e a fé cristã. Esta é sua 11ª edição.

Constitui-se de uma caminhada de 17 km com muitas subidas e descidas entre o bairro Alambari, a partir da Igreja de N.S. Aparecida (saída às 05:30h), com término em Vargem Grande (também conhecida como Pedra Selada) na Igreja de Santo Antonio - onde, às 12:00h se realiza a Missa de Ação de Graças, logo após a chegada dos caminhantes.

Seu roteiro passa por extensas planícies banhadas pelo rio Pirapetinga, com paisagens rurais de grande beleza e tranquilidade propícias à meditação e oração. A região de Vargem Grande é uma das mais antigas povoações de Resende e foi originalmente habitada pelos índios da tribo Puri antes da chegada dos colonizadores, tendo sido também o último aldeamento de segregação dessa tribo. Vargem Grande foi também grande produtora de café na época do Império e era sede da lendária "Fazenda Monte Alegre". A caminhada é organizada pela Paróquia de N.S. de Fátima (Bairro Paraíso), e tem como pároco - atualmente - o Pe. Rômulo. Conta este evento com o apoio de diversas entidades, empresas e municipalidade.

domingo, 4 de dezembro de 2011

RESENDE SURPREENDE!!! E como surpreende...

DESFILE DE NATAL NA AV. CORONEL MENDES NO MANEJO  03/12/2011 
FOTO FEITA ÀS 20:30H!!!

 Por Fernando Lemos
 
O Desfile de Natal anunciado pela Prefeitura de Resende não passou de uma "tentativa" que sucumbiu ao trânsito. Eu fiquei esperando a passagem do desfile na Cel. Mendes (Manejo) até 21:30h e não passou. Estava em um local escolhido durante o dia preparado para filmar o evento dalí até a Cidade Alegria e depois filmar também no Parque das Águas. Mas ele não passou... Nem Papai Noel, nem duendes, nem fadinhas, nem carrossel, nen nadica de nada. Me deram o bolo!!! Total falta de respeito com os cidadãos. Pelas informações que colhi há pouco no Parque, o Desfile saiu do Paraíso, passou por Campos Elíseos, pelo Resende Shopping e... foi para o Parque das Águas, via Avenida Marcílio Dias, porque o trânsito estava totalmente engarrafado. E realmente estava, pois; por estar demorando a chegar na Cel. Mendes, deixei uma pessoa encarregada de filmar caso passase na minha ausência, e ví e ouví o "buzinaço" defronte ao Resende Shopping. Retornei para a Cel. Mendes pensando que estavam indo pra lá. Observei dalí o barulho de fogos, mas nunca podia imaginar que o desfile ja havia acabado. Aguardei mais um temp e resolvi ver o que havia acontecido. No Parque das Águas encontrei os carros alegóricos (muito bonitos, realmente) e algumas pessoas que ainda se encontravam por lá. A festa já havia acabado. Quer dizer, anunciam uma coisa e fazem outra. Saí de casa às 07:20h e retornei depois das 22:00h sem ver nada. Quem teve a "sorte" de ver um pouco, deve ter gostado pois realmente as alegorias são lindas. Mas ficou restrito a esse itinerário. Pegou mal. Muito mal. Tinha gente com crianças na Cel. Mendes aguardando. E como explicar para quem estava na Cidade Alegria esperando o desfile chegar? Como fica?
Mas a decepção aumentou quando ví a "iluminação preparada para a ocasião". Que fiasco, gente!!! Continuam medíocres, não sabendo fazer uma iluminação que incentive outros a iluminarem seus prédios e residências também. O "nosso" Pinheirão defronte a ponte Tácito Viana Rodrigues recebeu a mesma iluminação pobre e mixuruca do ano passado. A praça Oliveira Botelho não merece o que fizeram lá. E os "enfeitinhos luminosos" nos postes? Gente... quanta pobreza de imaginação. E ainda por cima, só ví estes "enfeites luminosos" em frente ao Parque das Águas. Porque não colocaram em toda a avenida da Prefeitura? E na Cel. Mendes, só tem no trecho do início da avenida até o supermercado Royal. E meio que escondido. Decepcionante. Que está havendo, gente!!! Lamentável. Lastimável. Para uma cidade que abriga as maiores indústrias automotivas da região, a cidade cabeça do RIP Sul Fluminense, está péssimo. Merecíamos coisa melhor. Lamento Dr. Rechuan, sinceramente, de vez em quando, RESENDE DECEPCIONA.
— em Resende

domingo, 13 de novembro de 2011

QUARTETO CLÁSSICO... ALGO QUE VOCÊ NUNCA VIU!!!

Tem Mozart e músicas de outros compositores interpretadas de modo muito engraçado.
 Aguarde carregar. É questão de segundos... Vale a pena assistir tudo. Pena que uma hora acaba!
Uma resposta às mediocridades recentemente apresentadas pela Rede Globo no programa "Profissão Repórter" sobre os "fenômenos" da internet  (O vergonhoso "O pintinho piu" e outros).


Bom domingo à todos!!!

Fonte: Email do amigo Norival. Mui amigo...

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Rio de Janeiro - Manhã de 31/10/2011

Fotos espetaculares da manhã do dia 31/10/2011 feitas no Rio de Janeiro



Recebi de meu amigo Norival Ribeiro Duarte, uma sequencia de fotos com esse tema. Essa e as outras fotos, podem ser vistas clicando AQUI.

Fonte: Email do Norival.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Virada Cultural "A la" Fernando Lemos

Sabiá-laranjeira dá um showsinho no "quintal encantado" da Vila Julieta


Fonte: Fernando Lemos

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Caixa D'água Municipal - 1876

.

A "velha" Caixa D'água Municipal está ameaçada. Nós podemos salvá-la da destruição.  Ela é mais antiga que a Ponte Velha, nosso cartão postal. Porque não preservá-la?
Este imóvel não pertence a particular!!! 
É Patrimônio Público!!!

Assine a petição pública abaixo e colabore. Divulgue essa idéia!



Caixa D'água Municipal de Resende - Construída em 1876

A vista que se tem do local é espetacular

Meus Amigos / Minhas Amigas,

Acabei de ler e assinar o abaixo-assinado online: «Pela Recuperação do Prédio da Antiga Caixa D'água»

http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=P2011N14960

Eu concordo com este abaixo-assinado e acho que você também vai concordar.

Para ler e assinar, entre no link acima ou CLIQUE AQUI.

Assine o abaixo-assinado e divulgue para seus contatos. Vamos juntos fazer democracia!

Todos devemos ajudar a promover o abaixo-assinado, e agora é sua vez.

O poder da Internet está em suas mãos!!! Repasse. Ajude a divulgar!!!


VEJA NAS FOTOS ABAIXO, O QUE PODEMOS PERDER

Placa da Prefeitura - Eles sabem da existência mas...

O telhado já está comprometido.

Pichações e abandono.

Placa da inauguração em 1876

As janelas são originais. Precisam de restauração urgente

O mato já está tomando conta das paredes e do telhado

O casarão da "A Lyra" e "Casa Modelo" começou assim...

Ela fica bem no topo da rua 15 de Novembro e ao lado da Igreja do Rosário

Canalização original ainda pode ser vista no local. Porque não preservar?
Não de esqueça de assinar a Petição Pública acima!!!

Texto e Fotos: Fernando Lemos

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

MAM Resende - Salão da Primavera - 2011

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"Obras com efeitos visuais altamente impactantes." 
Assim defino o 39º Salão da Primavera
 do Museu de Arte Moderna de Resende
Entrada franca - Visite
De segunda a sexta-feira - das 09 às 17:30h   
As obras estarão expostas até o dia 05 de Novembro de 2011


A mostra... grátis

"(Lenda) Timburibá"

"Olhos de Gaia"

"Guerreiro Universal"

"Lucidez"

"Bananeira - I, II e III"

Sem Título

"Conexão 46 - 47 e 47 A"

"Anjos e Demônios"

"Família Fluorescente" - "Silueta Flúor" - "Paité"

Sala 2

Sala 2

"Desejo 3"

"Dois em Um II"

Esculturas na sala 2

"Quarteto" e "Dixit Deos"

"Auto Retrato em Vermelho"

"Fragmentos I e III"

"Quatro por Quatro" e "Padilha"

"A História do Meu Tempo" e "A História do Nosso Tempo"

"Neo-Olimpo - Mitos da Mata Atlântica - Pássaro III e II"

"Explorando o Jardim"

Vista com arte...

"Cumplicidade"

"Mulher em Casa"

"Mulher e a Bicicleta"

Sem Título

Sala 1

Sala 1

"Flay"
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