***RUI BARBOSA***

***RUI BARBOSA***
"De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto." (Senado Federal, RJ. Obras Completas, Rui Barbosa. v. 41, t. 3, 1914, p. 86)
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domingo, 16 de janeiro de 2011

SERRA DAS ARARAS 1967: 1.700 MORTOS

Foto: Ônibus da Viação Cometa destruído na Serra das Araras - 1967  http://barrazabus.fotopages.com/?entry=593229
Em reportagens do Diário do Vale (14/01/2011) e do Estadão, um ano antes (13/01/2010), vemos que, infelizmente, essas tragédias se repetem de tempos em tempos. E, ao que tudo indica, vão continuar se repetindo... (Fernando Lemos)

DESLIZAMENTO
Maior tragédia do Brasil foi na Serra das Araras
(DIÁRIO DO VALE - 14/01/2011)

Aurélio Paiva
Uma cruz de 10 metros na subida da Serra das Araras (Piraí-RJ), no local conhecido por Ponte Coberta, marca o início de um enorme cemitério construído pela natureza. Lá estão cerca de 1.400 mortos (fora os mais de 300 corpos resgatados) vítimas de soterramento pelo temporal que atingiu a serra em janeiro de 1967. Foi a maior tragédia da história do país, superando o número de mortos da atual tragédia na Região Serrana do Estado do Rio de Janeiro, hoje acima de 500.

No episódio da Serra das Araras, suas encostas praticamente se dissolveram em um diâmetro de 30 quilômetros. Rios de lama desceram a serra levando abaixo ônibus, caminhões e carros. A maioria dos veículos jamais foi encontrada. Uma ponte foi carregada pela avalanche. A Via Dutra ficou interditada por mais de três meses, nos dois sentidos.

A Revista Brasileira de Geografia Física publicou, em julho do ano passado, a lista das maiores catástrofes por deslizamento de terras ocorridos no país. O episódio da Serra das Araras, com seus 1700 mortos estimados, supera de longe qualquer outro acidente do gênero no país.

Para se ter uma idéia do que ocorreu na Serra das Araras basta comparar os índices pluviométricos. A atual tragédia de Teresópolis ocorreu após um volume de chuvas de 140mm em 24 horas. Na Serra das Araras, em 1967, o volume de chuvas chegou a 275 mm em apenas três horas. Quase o dobro de água em um oitavo do tempo.

Mas o episódio da Serra das Araras parece ter sido apagado da memória do país e, especialmente, da imprensa. O noticiário dos veículos de comunicação enfatiza que a tragédia da Região Serrana do Rio superou o desastre de Caraguatatuba em março de 1967 (ver abaixo). O caso da Serra das Araras, ocorrido em janeiro daquele mesmo ano, sequer é citado.

Até a ONU embarcou na história e colocou a tragédia atual entre os dez maiores deslizamentos de terras do mundo nos últimos 111 anos.


Caraguatatuba

O ano de 1967 foi realmente atípico. Em março, dois meses após a tragédia da Serra das Araras, outro desastre atingiu Caraguatatuba, no litoral paulista. Chovia quase todos os dias desde o início do ano (541mm só em janeiro, o dobro do normal). Do dia 17 para 18 de março, um temporal produziu quase 200 mm de chuvas em um solo já encharcado. No início da tarde de 18 de março, sábado, a tragédia aconteceu sob intenso temporal que chegou a acumular 580mm de chuvas em dois dias (Teresópolis teve 366mm em 12 dias).

Segundos os relatos da época, houve uma avalanche de lama, pedras, milhares de árvores inteiras e troncos que desceu das encostas da Serra do Mar, destruindo casas, ruas, estradas e até uma ponte. Cerca de 400 casas sumiram debaixo da lama. Mais de 3 mil pessoas ficaram desabrigadas (20% da população da época). O número de mortos - cerca de 400 - foi feito por estimativa, pois a maioria dos corpos foi soterrada ou arrastada para o mar.

Detalhe: Caraguatatuba, em 1967, era um balneário turístico de 15 mil habitantes. Dá para imaginar quais seriam as consequências se aquela tragédia ocorresse hoje, com os atuais 100 mil habitantes.
Desabou: A Serra das Araras ficou “pelada” após tragédia de 1967

Caraguatatuba: As marcas dos deslizamentos no mesmo ano de 1967

Serra das Araras - 1967

‘Vimos mortos nas árvores, braços na lama'

Bárbara Osório-MacLaren nasceu na Alemanha em janeiro de 1939. Tendo sobrevivido à II Guerra Mundial, veio para o Brasil com a família em 1950, quando tinha 11 anos, atendendo a um chamado do avô materno, que já vivia no país.
Foi morar em São Paulo, na Tijuca Paulista, fez Admissão no Externato Pedro Dolle e, quando jovem, estudou no Ginásio Salete. Frequentava o Clube Floresta: "Nos encontrávamos (com os amigos) para nadar ou praticar outro esporte", relembra.

Em 1961, mudou-se para a Inglaterra. Seis anos depois, aos 28 anos de idade, voltou ao Brasil para rever os amigos.

Já no Rio de Janeiro, em 22 de janeiro de 1967, às 23 horas, tomou um ônibus da Viação Cometa com destino a São Paulo. Um temporal desabou na Via Dutra, que acabara de ser duplicada. Nunca, naquela região, se havia visto ou iria se ver uma chuva tão forte quanto aquela que presenciava a jovem alemã e que ela relata a seguir:

- Dentro de 40 minutos, na Via Dutra, houve um temporal. O nosso ônibus já estava na subida, mas a estrada se abriu a nossa frente. Lá ficamos até a manhã do dia seguinte. Pela rádio ouvimos os gritos de pessoas em outros carros, estavam sufocando na lama.


Bárbara dá detalhes: "Pela manhã, descemos o morro a pé, vimos mortos nas arvores, braços na lama, as reportagens nos jornais falavam de mais de 400 mortos. Eu desmaiei no transporte de caminhão desta cena ao Centro do Rio. Quando acordei do coma ou desmaio, estava em Lisboa, Portugal. Em outras palavras, em vez de me levarem a um hospital no Rio, me despacharam para a Europa".


A experiência da jovem alemã, hoje com 72 anos, foi contada há dois anos em um depoimento ao site "São Paulo Minha Cidade" e dá a dimensão do que ocorreu na Serra das Araras em 1967.


Mas seu depoimento, 42 anos após a tragédia, é uma raridade. Há poucas histórias registradas sobre os acontecimentos da época, por duas razões: carência de boa cobertura jornalística, em virtude dos parcos recursos tecnológicos da imprensa no período, e o fato de que o episódio foi tão trágico que poucos sobreviveram para testemunhá-lo.


Outra das poucas histórias que sobreviveram também envolve um cidadão estrangeiro. É a história do motorista do ônibus prefixo 529 da Viação Cometa, que salvou a vida de quase todos os passageiros. O motorista, quando vislumbrou a tragédia que poderia se suceder, pediu que todos deixassem o ônibus, mas um estrangeiro recusou-se à deixar o veículo. Poucos minutos depois, uma rocha rolou e caiu sobre o ônibus, matando o estrangeiro.
 
Advogado lembra trabalho de presos

O advogado Affonso José Soares, de Volta Redonda, que morava em Piraí na época da tragédia, lembrou que, na madrugada da tragédia na Serra das Araras, trabalhava em um habeas corpus para a libertação de sete presos. Eles haviam sido detidos, em flagrante, cerca de dois meses antes, praticando um jogo ilegal de aposta conhecido como "Jogo da Biquinha". Durante a madrugada, percebeu o barulho do estrondo, mas continuou o trabalho com o auxílio de um lampião, já que a cidade ficou às escuras por causa dos deslizamentos na serra.
- Estava trabalhando no meu escritório e escutei o estrondo por volta de uma ou duas horas da manhã. Estava trabalhando intensamente em um habeas corpus para sete presos que estavam na cadeia de Piraí e, quando as luzes se apagaram, tive que usar um lampião durante a madrugada toda - lembrou.
Na manhã seguinte, segundo ele, o município foi "invadido" por passageiros do Rio de Janeiro e de São Paulo, que ficaram impossibilitados de passar pela serra devido aos desmoronamentos e crateras.
- Foi uma ocorrência de acidente muito grave. Os ônibus de São Paulo e carros do Rio entravam em Piraí e não tinham como seguir viagem. O comércio foi praticamente invadido por passageiros. A tromba d'água tinha destruído praticamente todo o acesso. Na Serra das Araras, havia crateras enormes. Demoraram quatro ou cinco meses para restabelecer a situação - lembrou.

Antes do meio dia, no dia da tragédia, o advogado lembra que foi procurado pelo delegado que pediu sua ajuda para convencer os presidiários a colaborarem no resgate das vítimas.

- O contingente da delegacia era de cinco pessoas, entre policiais militares e civis e havia necessidade imediata de pessoas para realizar o trabalho de prestar socorro às vítimas presas nas crateras. O delegado acrescentou que os presos depositavam confiança em mim e me respeitavam e que eu poderia convencê-los a ajudar - continuou.

Ao dirigir-se àquele que seria o "líder" dos presos, Affonso recordou que frisou a oportunidade de os presos mostrarem humanidade e solidariedade.

- Falei que eles estavam tendo uma oportunidade de prestar um serviço público e demonstrar espírito solidário. Mesmo assim, lembrei que se esboçassem qualquer reação de rebeldia poderiam ter sérios problemas, porque eu tinha material suficiente para incriminá-los. Eles aceitaram e pediram para dizer que estavam nas mãos do delegado - acrescentou o advogado.

Os sete presos fizeram o trabalham mais pesado do salvamento: foram amarrados por cordas e descidos até o local em que estavam às vítimas. Além de auxiliar no salvamento e nos primeiros socorros aos sobreviventes, apanhavam corpos e os traziam abraçados.

"Eles eram fortes e fizeram um trabalho que ninguém queria fazer. Trabalharam por 48 horas e voltaram à delegacia para ajudar na parte burocrática", frisou Affonso.

Dias depois, por intermédio de um escrivão piraiense que vinha de São Paulo, Affonso descobriu que o trabalho executado pelos presos havia ido parar na primeira página do Jornal da Tarde com o título "Os sete homens bons". Sem pestanejar, anexou à reportagem ao processo que estava organizando.

- Apanhei a primeira página do Jornal da Tarde e juntei ao habeas corpus e tenho certeza que isso contribuiu para obter a liberação deles. Eles demonstraram seu lado humano, o de quem não é só criminoso, bandido - explicou.

Fonte: http://diariodovale.uol.com.br/noticias/4,34343.html#mais


Tragédia anunciada

13 de janeiro de 2010 - Luiz F. Vaz - O Estado de S.Paulo

Os escorregamentos que afetaram a região de Angra dos Reis (RJ) chamaram a atenção pelo impacto emocional, porém trata-se de um problema recorrente. Há pouco tempo processos similares assolaram a região de Blumenau-Itajaí (SC). Dificilmente transcorre um período chuvoso sem que escorregamentos interrompam estradas, derrubem casas e provoquem mortes na Região Sudeste.
O que há de comum nessa região é o relevo acidentado e as chuvas intensas, em ambos os casos, decorrentes da formidável muralha da Serra do Mar e, entre São Paulo e Rio, da sua irmã, a Serra da Mantiqueira. Em muitos locais dessas serras as encostas têm forte inclinação e a vegetação original, constituída por densa floresta, foi removida e substituída por pastagem ou vegetação secundária, estradas foram construídas e os morros foram ocupados por barracos, casas, barracões e até mesmo prédios.
Esses fatores, encostas de forte declividade e ocupação humana, associados a chuvas contínuas e intensas, têm papel determinante na deflagração da maioria dos escorregamentos. Eles vêm sendo estudados desde o início da década de 1950, depois que foram construídas as primeiras usinas hidrelétricas de Cubatão (SP) e Nilo Peçanha (RJ), ambas atingidas por escorregamentos. Em 1928 um violento deslizamento afetou o Monte Serrat, em Santos, matando 60 pessoas e demolindo parte da Santa Casa, em consequência dos mesmos agentes.
O pior, porém, estava à frente. Em janeiro de 1967 uma área com cerca de 30 km de diâmetro, na região da Serra das Araras, com centro na Via Dutra, foi submetida a chuvas muito fortes depois de chuvas contínuas. Dezenas de escorregamentos ocorreram nas encostas provocando muita destruição e mais de 1.200 mortes, até hoje o evento natural de maior letalidade. Dois meses depois, em março, o processo repetiu-se nas proximidades de Caraguatatuba, matando 120 pessoas e destruindo 400 casas no seu caminho para o mar, ainda hoje enlameado.
O que chama a atenção nestes dois últimos casos, além da violência das chuvas, é a ocupação praticamente nula na área de Caraguatatuba atingida pelos escorregamentos. Das mudanças climáticas, culpadas pelos apressados de todos os males da Terra, nem se ouvia falar. Tampouco foi vingança divina por causa da devassidão, pois naquela época aos jovens era permitido, quando muito, dançar de rosto colado. Em síntese, mesmo sem ocupação humana, os escorregamentos acontecem, pois, na realidade, são processos naturais da evolução do relevo terrestre.
Então, estamos condenados a ficar afastados dos morros e das belas praias que eles escondem? A resposta é não, mas medidas devem ser tomadas, a mais importante delas, a avaliação da suscetibilidade ao escorregamento, também denominada risco geológico. Essa avaliação permitirá definir se a área é propensa a escorregamentos ou não. Além disso, serão identificados os cuidados necessários, além dos sistemas de monitoramento capazes de antecipar situações de alerta.
Se tais mecanismos existem e são conhecidos dos geólogos e engenheiros, por que, anualmente, os escorregamentos continuam a ceifar vidas, sonhos e benfeitorias? A resposta é simples: quase ninguém faz esse tipo de estudo. O aparato estatal não dispõe de serviços geológicos (ou, quando dispõe, as verbas são escassas) e tampouco de legislação adequada. Um bom exemplo da eficiência desses estudos foi o trabalho desenvolvido na região de Cubatão pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), contratado pelo governo estadual para analisar os escorregamentos na Serra do Mar. O IPT desenvolveu um amplo estudo, definindo as zonas de risco e a intensidade das chuvas capazes de deflagrar escorregamentos. Equipamentos para medir a precipitação foram instalados, fornecendo à Defesa Civil limites de atenção para tomar providências, como fechar estradas e evacuar as áreas críticas. Mas, por deficiência da legislação, o Estado não conseguiu impedir o crescimento dos bairros-cota que ocupam áreas de tálus, uma das principais zonas de risco da Serra do Mar.
Os geólogos, acostumados com a vastidão do tempo, lamentam-se quando chamados a diagnosticar as causas de um escorregamento e propor medidas de remediação. Há pouco a fazer, geralmente a evacuação de casas e o controle do escoamento das águas. Muito raramente há uma convocação para evitar os acidentes, identificar as áreas de risco e restringir a ocupação às áreas viáveis.
Por se tratar de um processo natural, os deslizamentos de solo e rocha são previsíveis e, consequentemente, deveriam, obrigatoriamente, ser objeto da atenção dos poderes públicos, a exemplo do que acontece com outros eventos naturais, como a gripe suína, por exemplo. Como não existem serviços geológicos, municipais ou estaduais, capazes de estudar e avaliar os riscos geológicos, não há políticas públicas de longo prazo nem órgãos responsáveis pela prevenção.
Os escorregamentos equivalem, para o Sudeste, aos terremotos dos países com atividade sísmica. Têm a vantagem de ser menos destrutivos e mais facilmente previstos, porém são letais da mesma forma. Os países sísmicos despendem milhões anualmente em sofisticados sistemas de monitoramento e, mais cedo ou mais tarde, vão conseguir se prevenir quanto aos terremotos. Aqui, temos disponível a tecnologia de prevenção dos escorregamentos, desenvolvida por nós mesmos, com um custo sensivelmente inferior, porém não a aplicamos por desconhecimento e inação dos governos.
E assim prosseguimos com essa tragédia anunciada, permitindo que pessoas saudáveis e felizes sejam soterradas enquanto dormem, ano após ano.
Luiz F. Vaz, geólogo, professor convidado do Instituto de Geociências da Unicamp, é presidente da Associação de ex-Alunos de Geologia da USP 

Fonte: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100113/not_imp494694,0.php

10 comentários:

  1. Valeu Fernando, realmente a memória do brasileiro é curta.

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  2. Caro Fernando, os eventos climaticos que ocorreram em 1967 na Serra das Araras, não somam 1700 mortos, ha um equivoco. Os 1700 mortos, na verdade e a contagem de todos os mortos naquele ano, ou seja, e a soma das vitimas de Caraguatatuba e Serra das Araras. Realmente em indicies pluviometricos, o ano de 1967 bate o registro atual da região serrana do RJ. A Serra das Araras tem poucas habitações nos dias de hoje (imaginem a 40 anos atras), resumindo a poucas propriedades rurais, a maioria das vitimas na Serra das Araras, foram os usuarios da rodovia (que 40 anos atrás,não tinha a metade do movimento de veiculos que tem hoje)que ficaram presos em trechos que houve varios deslizamentos consecutivos. Sou morador de Friburgo, e presenciei uma das maiores destruições em areas urbanas já vistas nestes país, veja, eu disse em area urbana, Serra das Araras e rural! Detalhe; o que a Tv mostra daqui, e apenas 10% de todo o ocorrido.

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  3. Ok amigo, obrigado pelo comentário e pelas considerações, que acho apropriadas e esclarecedoras.

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  4. Meu caro anônimo, quem foi q disse q as 1.700 vítimas foram durante todo o ano de 1967? Eu presenciei, melhor dizendo, me lembro da tragédia da Serra das Araras e foram milhares de vítimas realmente, dezenas de ônibus foram arrastados cada um com mais de 50 passageiros onde vários não tiveram um sobrevivente se quer pra contar história, daí vc tira o total de pessoas q morreram na tragédia, fora os automóveis e caminhões q trafegavam no momento em que a serra veio abaixo numa extensão de mais de 5 km, houve bairros em que não sobreviveu quase ninguém, a Dutra ficou parada durante meses, lembro-me q não tínhamos nem alimento para comprar direito, pois os caminhões ñ podiam passar em direção ao Rio. Filas enormes q tínhamos q enfrentar no açougue, padaria e outros comércios às 4 hs da manhã se não já haviam acabado, e detalhe o q tinha era de péssima qualidade, mas fazer o quê, era o que tinha naquele momento crítico. Moro em Mesquita próximo de Nova Iguaçu a +ou- 30 km da Serra das Araras. Abçs.

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    1. Obrigado pelo depoimento Fábio. É importante e enriquece a matéria.

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  5. eu morei em caiçara nascido e criado lá á 1km da serra das arraras, em 1967 meus pais acordaram com água no joelho.

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  6. Prezado Sr. Fernando,
    Meu nome é Antonio Augusto, sou fotógrafo e tenho 48 anos. Nasci e fui criado na região mais afetada pelas chuvas de 1967 e conheço MUITAS pessoas que presenciaram o que ocorreu na Serra das Araras, em Piraí e penso que posso contribuir com essa matéria, inclusive com fotos. Entendo que o assunto ainda é interessante, visto que fatos semelhantes infelizmente ocorrerão num futuro bem próximo. Caso esteja interessado: aaferreira.oliveira@gmail.com
    Fique a vontade. Minha intenção é apenas prestar uma pequena homenagem aos que se foram nessa e em tantas outras "ocorrências" semelhantes. Felicidades.

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    1. Obrigado pelo comentário Guto. Aprofundar o assunto é de meu interesse sim. Farei contato com você em breve via e-mail (deve cair na pasta spam) para tratarmos desse assunto e de outros que envolvem a Serra das Araras e imediações.
      Muito obrigado pelo contato e interesse.

      Forte Abraço e...
      Namastê.

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  7. Em 1967, na Serra das Araras foram incontáveis mortes 1700 era pouco minha familia viveu essa tragédia, minha cidade Piraí ficou ilhada a Usina Nilo Peçanha construida dentro da rocha que gera energia elétrica ficou submersa o Bairro chamado Caiçara, Serra e Ponte Coberta praticamente foram aniquilado, morreram muito mais de 1700 pessoas

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  8. Obrigado pelo depoimento. Mesmo anônimo, é importante e enriquece a matéria.

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